Como de costume em uma quarta - feira de tarde, Tom assistia televisão com um saco de Doritos de um lado e uma lata de RedBull do outro. Fazia isso de vez em quando pela semana para se ocupar. Não era nada demais... Nada demais, até Bill entrar correndo pela sala com um sorriso na cara e totalmente eufórico.
– Bill onde você estava? E outra, o que você fez? - Tom perguntou desligando a televisão.
– Tom! Tom! - Bill pulava de um lado para o outro sorridente.
– Eu sei o meu nome, mas fala logo o que aconteceu.
– Meu Deus Tom! É perfeito demais! - disse jogando-se no sofá.
– O que é perfeito demais Bill? - Tom chacoalhou o irmão. – Quer saber: Vou te dizer uma coisa. Seja lá o que você fez, me deixou pagar o maior mico. O Gustav e o Georg estavam aqui em casa comigo assistindo Resident Evil e do nada EU comecei a passar mal, e logo em seguida a rir. – contou bravo. – Ninguém entendeu porcaria algum e muito menos eu. E tenho certeza que tem o teu dedo nisso.
O irmão mais novo o encarou com cara de “não foi culpa minha”, mas logo sua face voltou a ter o sorriso com que tinha adentrado a casa.
– Que perfeito, você sentiu! O que você sentiu?
– Nada, eu só tipo... Vomitei uma vez e comecei a rir. - bufou. – Foi vergonhoso.
– É que aconteceu uma coisa muito perfeita. – Tom continuou esperando que o irmão irmão continuasse. – Eu estava na estação de trem e...
– Na estação de trem?!!? Bill! O que você fazia na estação de trem? – o interrompeu – Sabe quantas pessoas passam por lá? Você tem carro, não precisa ir de trem.
– Cala a boca Tom! – suspirou. – Como eu ia dizendo... Não sei por que deu vontade de pegar um trem, mas deixei meu carro em um estacionamento e fui até lá. Eu nem sei andar de trem direito, faz muito tempo que eu não chegava perto de um. – enquanto Bill contava a razão por estar tão animado, Tom o avaliava sem expressão. – Tinha uma moça, uma moça mais ou menos da minha altura, um pouco mais baixa na verdade. Tom, quando eu a olhei foi tipo... NÃO SEI DIZER! Eu só sei que é ela e é ela. Eu estava tão perdido, perdido mesmo. Eu nem sabia onde tinha decido, ai eu perguntei onde eu achava um jeito mais fácil de voltar. Ela disse que seria complicado explicar, então me ajudou a ir até um caminho. Nós conversamos um pouco e depois eu tive que ir. Não sei explicar, só sei que é ela.
Depois de toda aquela declaração, Tom deu um longo gole na sua bebida e se levantou em direção à cozinha.
– Seja lá qual foi à droga que você fumou, ingeriu ou bebeu. Está fazendo ter efeitos ruins.
– Eu estou falando sério! É ela Tom, você mesmo sentiu.
– Tudo bem, me diz: nome, idade, onde trabalha, tipo físico, telefone, essas coisas. – contou nos dedos.
– Bom... – começou Bill torcendo a boca. – Eu não sei.
– Como assim não sabe?
– Ela não disse, eu não perguntei.
– Bill, você é... – Tom tentou achar palavras enquanto gesticulava com as mãos. – Não sei.
– O que eu faço Tom?
– Esquece ela, não é? Você não sabe nem o nome.
Bill ficou em silêncio e subiu para o quarto pensando no que fazer. Agora ele via a burrada que cometeu não perguntando nada a menina. Tantas garotas em Hamburgo e ele querendo achar uma só.
– Eu tenho que conseguir! – sussurrou para si mesmo. – Ela é linda, olhos verdes latejantes, corpo de modelo, cabelo marrom chocolate, simpática. Mesmo que haja milhares por aqui, eu terei que achar!
~*~
No dia Seguinte...
– Aonde vai? – perguntou Tom.
– Sair.
– Não! Sério!? Nunca suspeitaria.
– Então tchau. – Bill saiu batendo a porta sorridente como sempre.
– Ele vai fazer merda, já estou até vendo. – resmungou o irmão mais velho ligando a televisão.
Diferente da maioria dos dias, Bill Kaulitz acompanhado de seu gorro e óculos escuros entrou em um táxi e seguiu em direção ao centro da cidade. O que será que Bill estava tramando, indo em direção ao lugar onde mais se acumulava gente? Eu realmente não sei.
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