sábado, 29 de setembro de 2012

Procura-se Minha Namorada - Capitulo Oito


Chris POV’S
O que – Foi- Isso?
Voltei pra minha sala e me tranquei lá. Está bem, talvez ele não seja tão egoísta.
“O sorriso dele...”
Ai car**ho, eu não posso pensar nisso. Esse cara simplesmente está ajudando. Chris Blocke, não viaja!
“Margaridas, margaridas” , que droga minha mente entrega as coisas muito fácil! Isso não é nada normal, ele é um cara cheio da grana que não se importa com os outros. De certo só esta aqui pra faturar mais imagem.
O pior é que não dá pra levar a sério o que eu mesma estou falando. Meine Gott!
[Narrador On]
Sinceramente, prefiro as histórias contadas do meu jeito.
Totalmente atrapalhado, Bill foi o foco das crianças após o festival de guloseimas. Os pequenos foram a sala de vídeo, onde assistiram “Arthur e os Minimoys”. Ninguém acreditou que uma das vozes era a do Bill. Embora as meninas dissessem que Bill era parecido com os bichinhos do filme. Lá pelas cinco da tarde, Tom surge do nada com um violão na mão.
– E ai galera, Tio Tom na área. – anunciou.
– O que faz aqui? – Bill falou baixinho para que a fala não parecesse agressiva.
– De um tempo, eu curto essas crianças. E você tem que ir curtir a mãe deles. – sussurrou no ouvido do irmão.
– Tudo bem.
Juntaram-se em roda, agora sobe o comando do Kaulitz mais velho. Bill subiu até a sala onde Chris estava, bateu e entrou.
– Já terminou com as crianças?
– Não, mas o Tom chegou e quis ficar um pouco com eles.
– Ah. – desconfiada essa menina. – Posso te fazer um desafio?
– Acho que... Pode.
– Olha nos meus olhos e diz que está aqui por livre e espontânea vontade. – Bill deu de ombros.
– Ta. – Chegou mais perto da garota e a encarou. Olhando-a nos olhos. – Eu estou aqui, por livre e espontânea vontade. –piscou. – Agora acredita? – “Fail”, a Chris estava no mundinho da lua. – Chris...
– Seus olhos...
– O que têm eles?
– São diferentes. – balançou a cabeça. – Devo estar louca.
– Somos dois.
O que seria o papo entre duas pessoas tímidas? Até que rendeu, bons papos, boas risadas, bons... Olhares? Acho que Chris poderia rever os fatos sobre Bill.
Tom chegou a interromper a conversa em um momento, para pedir a ajuda de Bill na escolha de uma musica. Mentira, ele queria saber se o irmão mais novo não tinha cometido alguma burrada. Dada a ideia, Bill voltou a conversar com Chris.
– Pensou em mais algum desafio?
– Não. Acho que você foi sincero.
– Pode ter certeza que eu fui. – sentou. – Quer comer algo? Tipo... Sair?
– Agora? – Bill assentiu. – É melhor não. Eu ainda tenho coisas para fazer. – fez cara de: “me perdoa” – Mas... Juro que sairei com você.
– Jura? – isso são os olhinhos do Bill brilhando?
– Eu não sei se é certo... – Os sentimentos não são certos, pode crer. – Mas eu juro. – Sorriu. – E para de me olhar desse jeito.
– Que jeito? – tentou desviar o olhar.
– Não sei.
– Já é a segunda vez. – brincou.
– Verdade. – revirou os olhos.
– Então vou nessa. – levantou. – Você prometeu, não esqueça. Amanhã eu não vou poder vir aqui então...
– Me de o seu numero. Assim eu te aviso quando for cumprir minha promessa. – a cara de vergonha que essa menina fica é algo! Que coisa, ele que pediu o telefone.
– Vai me dizer o seu? – perguntou depois de passar o dele.
– Quando eu te ligar você vai saber. – disse. Enquanto anotava o numero dele no papel. – Até qualquer hora, Bill. – acenou.
E quem disse que ele fez o mesmo? Aproximou-se e lhe deu um beijo na bochecha. Fazer com que “inexplicavelmente” Chris conseguisse ficar mais vermelha.
– Até depois. – afastou-se e saiu.
Seus lábios ainda refletiam o toque com a pele lisa e macia da Chris. Os olhos ainda brilhavam de felicidade e sem prestar atenção no que estava fazendo, começou a girar e pular pelos longos corredores do hospital. Espera! Temos telespectadores.
– Bill?
No mesmo momento a dança parou.
– O- o que?- olhou para trás e respirou fundo.
– Cara, ainda bem que fui eu que vi você fazendo isso. – Tom caminhou até ele.
– Tom, você assustou!
– Deve estar tudo bem, pra você estar saltitando desse jeito.
– Sim, foi perfeito.
– A beijou?
– Não exatamente.
– Então não foi totalmente perfeito. – afagou as costas do irmão. – Vamos para casa senhor: “estou apaixonado”.
Primeiro dia dessa semana que realmente fecha com o final feliz. E quem disse que esse negócio de amor a primeira vista funcionava para ambos os amados? Com certeza, não. Para que a relação realmente valha a pena, temos que nos esforçar para conseguir.Quanto melhor a luta, mais saborosa a vitória.
~*~
Deitada na cama encarando o teto e tentando entender o que aconteceu mais cedo. Chris, que na mão direita segurava o buquê ainda intacto, viajava na maionese.
– Ganhou flores? – perguntou Juliane entrando no quarto.
– Por incrível que pareça.
– E quem se deu a essa proeza? –  sentou ao lado da irmã e começou a trocar de roupa.
– Aquele cara, Bill Kaulitz. – quando disse o nome dele, um tremor quase imperceptível passou pelo corpo dela.
– Não! – Juh pulou da cama. – Bill te deu flores!? Nossa Chris, você é a garota! Só pode. – começou a andar de um lado para o outro balançando as mãos.
– Calma Juh, como assim: “A Garota”?
– Chris! Você é muito desinformada, credo. – parou e começou a explicar. – O Bill é diferente do Tom. Ele acredita em amor verdadeiro e não fica com qualquer uma, na verdade nem sei qual foi a ultima vez que ele ficou com alguém. Se ele te deu flores, é por que tem segundas intenções. – Chris fez uma cara de desconfiada.Típico. – Calma, as segundas intenções dele não são te levar pra cama, isso é coisa pro Tom. Mas... Meu deus, ainda não creio! Você é a garota. Que Máximo!
Mesmo tentando, não teve como não rir da situação.
– Calma Juh! Vai dormir e não conta isso para NINGUÉM. Por favor.
– Certo. – deitou na cama ao lado. – De qualquer maneira. Escuta o que eu estou te falando, ele gosta de você.
– Boa Noite mana. – debaixo das cobertas, Chris ria da ideia de ter Bill apaixonado por ela. Não parecia uma coisa fácil de acontecer. Talvez lá no fundo, ela gostasse dele. Mas como assumir isso? Tinha algo nos olhos dele, algo que fazia tudo que ele dizia soar sincero. E era mesmo.
Vamos Lá pequena Chris. Nunca é tarde para assumir gostar de alguém.

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