sábado, 29 de setembro de 2012

Procura-se Minha namorada - Capitulo Cinco


Duas criaturas entram em casa com a maior pressa possível como se fugissem de um furacão, embora cada um tivesse motivos diferentes. O clima era mega tenso nenhum dos dois disse algo pelo modo de entrar, simplesmente subiram para os seus quartos. Na hora do jantar era inevitável não falar nada, alguém tinha de se pronunciar.
– Bill, você está bem? – perguntou Tom avaliando o irmão que nada respondeu. O mesmo fitava o nada com uma face sem expressão. – Bill! Bill! Terra, alguém aí? – nada.
Tom abriu a torneira, encheu um copo d’ água, e mesmo pensando duas vezes antes de fazer aquilo, ele fez.
– Tom! Por que me molhou?! – Bill pula da cadeira pingando água.
– Você está mega estranho desde que a gente chegou, sem falar que você parece uma estátua.
– Hum... – se sentou.
– Cara, depois que o pessoal saiu do hospital, você não deu um piu. Pelo contrário, você ficou parado sentado na cadeira, eu tive que te puxar pro carro. Eu acho que aqueles lados não te fazem nada bem.
Silêncio.
Às vezes as surpresas abalam nossa cabecinha nada evoluída. Com Bill não seria diferente.
– Bill Kaulitz, me responda.
Suspirou.
– Era ela, Tom.
– Ela quem?
– A garota que eu te falei, a que eu disse que era a garota certa.
– Como você sabe? Na verdade, de quem você está falando?
– Da Chris!
Mal entrou na história e Chris já pegou um papel bem importante? Mais do que importante.
Mas convenhamos não se pode chegar a uma pessoa e dizer, “Oi você é a garota dos meus sonhos, faz parte do destino você me querer.” Então Bill, o que fazer?
– Você vai falar com ela, Bill?
– Eu não sei, eu nem tenho ideia do que dizer.
– Fala sério, você com todo aquele arzinho de "sou o cara que sabe tudo de amor” e agora não sabe? É isso que da achar que os outros que não tem coragem. Você é que não sabia e agora está vendo como é difícil.
– Tom... Cala a boca.
Terminado o jantar e a conversinha dos irmãos, ambos foram dormir. Na verdade demorou muito para que um deles pegasse no sono. Afinal, quem dormiria após rever algo tão inesperado?
O dia clareou nublado e isso já indicava chuva. O despertador tocou as dez da manhã e ninguém se levantou. Tanto na casa dos Kaulitz, quanto na dos Listing ou Schäfer. Ficou como trabalho de David acordar o pessoal. As quinze para as onze todo mundo reunido, Tom e Bill ainda um pouco distanciado dos outros. O que um sentia, o outro espelhava, não? Após tudo certo, foram os demais até o hospital, onde encontraram todas as crianças acordadas e uma histeria local. O primeiro a se enturmar foi Tom, que já havia conhecido Megan no dia anterior.
– Você vai ganhar uma sobrinha desse jeito Bill. – brincou Gustav.
– Vai sonhando.
Enquanto os membros da banda se divertiam na companhia de tantas crianças, Bill os olhava da porta.
– Elas não mordem. – falou Chris atrás dele.
Quando se virou quase teve um ataque cardíaco, o susto ficou visível em seu rosto.
– É... Q-que. – gaguejou.
– Não tem problema, de onde você vem não se vê muito isso. – passou e entrou na sala. Ela parecia não se lembrar dele.
O Kaulitz mais novo ficou parado na porta ainda surpreso, o que seria esse pequeno episódio?
– Lily, não! - uma menina que era tão pequena que não chegava a cintura de Bill agarrou sua perna. E mesmo com o chamado de Chris ela não soltou. Com o susto o mesmo que estava apoiado na parede deu um pulo pra trás fazendo a menina cair.
Com um chorinho fino Lily fica no chão até que Tom venha pegá-la no colo.
– Bill, se você não quer ficar aqui. Pelo menos seja mais natural. – advertiu para o irmão. – Vamos Lily, vamos com o tio Tom.
– Eu preciso de ar. – falou para si mesmo.
Enquanto Bill saía de cena. O pessoal continuava se “divertindo”.
– O que houve com o Bill? – perguntou Gustav.
– É que ele está nervoso. Porque a menina que ele disse que gostava é essa Chris. – Tom Falou baixinho.
– Que coisa louca.
– Muito.
No saguão do hospital encarando a chuva que já era esperada, mentalmente Bill se xingava. Não tinha nenhuma descrição conhecida para o que estava acontecendo, não mesmo. Totalmente sem armas para uma guerra que ele começou perdendo, o que diabos ele ia fazer? Até Tom estava bravo com ele, então... Com quem ia contar? A imagem se repetia milhões de vezes na sua cabeça de formas diferentes. Tentou expulsar os pensamentos da sua mente,mas eram muitos. Ele queria muito conhecer a Chris, mas depois da cena linda de deixar a criança no vácuo, boa impressão ele não passou.
No segundo andar, mesmo brigado com o irmão, Tom estava preocupado. Tentou fazer as coisas do seu jeito.
– Olá, Chris.
– Você, é o Tom. Certo?
– Certo. Você trabalha aqui?
– Sim. Adotei todas as crianças.
– Sério?! – O que tem de bonito, tem de otário...
– Não. Estou falando que adotei de coração. – sorriu. Mesmo falando abertamente, Chris soava tímida.
– Eu sei que você não tem nada haver com isso. Mas, pode ver onde o meu irmão está?
– O insensível? – pareceu incomodada.
– Não, o cara que tem um estilo bizarro. – torceu a boca.
– Então é esse mesmo. Pode deixar, só toma cuidado com as crianças.
Ora, ora, ora. Parece que as coisas foram vistas de um modo diferente não é Chris? A garota foi atrás do Kaulitz, embora soubesse que não era certo. Ela ficou realmente brava pela forma que Bill tratou Lily anteriormente.
Caminhou pelos longos corredores do hospital, desceu até o térreo e enxergou o tal “insensível” de longe sentado no banco do saguão. Chris se aproximou.
– Seu irmão está procurando por você. – falou seca.
– Tudo bem, eu já vou indo. – mesmo querendo parecer distraído, Bill não segurou a vontade de encarar a garota mais um pouco, só pra ter certeza de que era ela mesma.
– Por que está me olhando desse jeito? – perguntou envergonhada.
– Nada. – se levantou. – Desculpa pela, pela garotinha.
– Você não queria estar aqui, tanto quanto eu não queria que você estivesse aqui. Então da próxima vez, ou não venha, ou fique longe. – as palavras pareceram bem ameaçadoras.
– Chris! O que é isso? – reclamou Julia vindo de longe. – Não fale assim com o menino.
– Mãe, eu não vou discutir isso com a senhora. Não tinha alguém menos individualista pra chamar não? - bufou e saiu do saguão;
– Desculpa Bill. Seja lá o que for, a Chris é muito protetora. Certamente ela deve ter se sentido ofendida com alguma coisa.
– Tudo bem, avisa o pessoal que eu vou nessa. Depois encontro eles.
– Claro.
Mesmo sem carro, Bill saiu na chuva para procurar um táxi. Como se sentia idiota naquele momento! E mesmo achando que nem toda a culpa era dele, não tinha palavras. Estava fazendo tudo errado, realmente estava. 
No meio daquele dilúvio sentada na escada, Chris contava de um até dez repetidas vezes. Menina esquentadinha não? Bill a avistou e mesmo sabendo que a burrada já estava feita, caminhou em direção a um ato pacifista. Não fique com a ideia de que todo o filme romântico acaba com um beijo molhado de chuva Bill Kaulitz, não se iluda com a televisão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário