quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Look At Me - Capitulo Seis


Eu fiquei na casa da Lara até as nove da noite. Eu nem vi que passou tão rápido o tempo. Mas eu tinha que ir, eu mal havia conhecido a garota e já estava enfornado na casa dela. Pior que a mãe da garota não largava de mim, ela realmente foi com a minha cara.
– Bill, eu botei um lugar para você na mesa. – Disse a senhora.
– Ah, mas eu não pretendia ficar para o jantar.
– Mas você é nosso convidado! Fique garoto, nós adoramos os amigos da Lara.
– Mãe, assim você vai cansar ele. – Disse Lara sentando-se à mesa.
A mãe dela só deu um olhar mortal e eu resolvi ficar. Uma coisa boa? Eles não eram vegetarianos, mas eles pareciam.
– Você quer carne Bill? – Perguntou o pai dela.
– Não... Eu não como carne.
– AH, por isso que está magrinho deste jeito. Menino,tem que se alimentar melhor. – Ela pegou meu braço. – Olha a finura do braço dele Lara. – Ela fez com que Lara segurasse meu braço. O jeito como ela segurava meu braço era estranho, ela parecia cuidar para não... Me machucar, sei lá.
– Ai Bill, você é magro mesmo.
– É a vida. – Sorri e voltei a comer.
Eles falavam tanto, eu nem sabia se comentava ou não. Era uma típica família alemã. E eu ainda não conseguia achar uma coisa que mostrasse que a Lara não enxergava, era frustrante.
– Sério, eu preciso ir. Estava tudo muito bom, sinceramente. Mas é abuso eu ficar tanto tempo na casa de vocês. – Levantei.
– Ah, mas você volta. Não volta? – Perguntou.
– Sim, se a Lara me convidar mais vezes. – Acho que fiquei vermelho.
– Convido sim. Mas vamos ter que cuidar para não trazer seus amigos repórteres junto. – Abriu a cortina e tinha no mínimo cinco carros na frente da casa dela.
– Ah meu deus, me perdoa eu não... – Que droga, até quando sou discreto eu não sou.
– Calma, não tem problema. Eles nem me viram. – Ela sorriu. – Acho que isso não vai te trazer nenhuma coisa ruim, acho.
– Você? Não, com certeza não. Eu só não gosto dessas coisas no momento que... Eles não vão te deixar em paz. – Ah que saco.
– Não me importo. Eu vou fazer de tudo para eles me esquecerem. – Ela sorriu e abriu a porta. – Foi bom passar o dia com você.
– Idem. E depois você me liga por engano e nós combinamos de sair de novo. – Respirei, dei tchau para todos e fui para o carro.
Felizmente os caras me seguiram, não queria eles incomodando pessoas que eu conheci agora e sempre viriam a me ignorar depois para não serem chateados com a mídia.
Não queria ir para casa, não quero ir para lugar algum. Eu to no tédio agora.
Ok, isso foi um papinho meio deprê, mas por falta de lugar, vou para o bar que tem perto da auto-estrada. Acho que ninguém vai ficar me procurando por lá. Realmente o bar estava naquelas, bem calmo. Mas tinha um alvoroço em algum lugar, por isso me meti longe para não me notarem. O ruim é que quando voltou tudo ao normal, uma garota saiu cambaleando pra lá e para cá com um copo de vodka na mão e bem louquinha. Passou por mim, mas logo voltou e ficou rindo.
– Você não é o Bill sou moça Kaulitz? – Ah que legal;
– Sou Bill Kaulitz sim.
– Ah, manda seu irmão se fuder. – Ela estava horrível. E tinha que ter o nome do Tom na história, credo.
– Ok, darei o recado. – Me virei e voltei a beber meu Whisky.
Acho que a garota sumiu, ela foi para o banheiro, e se conhece o Tom, boa coisa no banheiro ela não está fazendo.
Uma mulher grávida de no mínimo sete meses entrou no bar com uma cara de preocupada. Ela falou com umas pessoas e depois chegou no balcão.
– Kan? Viu a Carol? – Perguntou preocupada.
– Ela passou por aqui, acho que está no banheiro. – Respondeu o balconista. – Ah, ali está ela. – E lá vem a garota bêbada novamente. Que deprimente.
– Mana! O que faz aqui? – Perguntou o que deveria ser a Carol, ou o resto dela.
– Carol, o que está fazendo aqui? E desse jeito! – Começou o barraco. – Garota, você pirou? Está bêbada! Parece uma idiota. Vamos para casa.
– Você, o que faz aqui? Está grávida! Deveria ter ido para o hospital. – Gritou a menina. – Eu trabalho sou maior de idade, e faço o que eu quiser, quando quiser.
– Mas você é minha irmã, estou dizendo para irmos embora, agora! – A grávida se segurou na cadeira e fez uma cara. – AI minha barriga... Ai minha Barriga.
– Não vai ter o bebê agora, não é? – Carol pareceu ficar assustada.
– Não sei, acho que não. Mas alguém pode ligar para o médico, por favor?
Eu nem sabia o que raios eu ainda estava fazendo ali. A irmã da garota foi levada para o hospital, a bebum ficou no bar porque nem tinha condições de ir com a irmã dela. Eu estava vazando antes que alguém mais me visse, mas a tal de Carol segurou meu braço e ficou me olhando.
– O que foi?
– Ele já falou de mim? Tipo, nem que fosse para falar mal, mas ele falou?
– Quem?
– O Tom. – Ah, ninguém merece.
– Perdão, eu sei que você deve ter ficado com o meu irmão, sei lá... A alguns dias atrás, mas foi só uma noite. Eu pensei que todas as garotas que saíssem com o Tom soubessem disso. Desculpa-me, mas dificilmente você vai ter algo cm ele de novo. – Ah, eu mandei a real. Corta o coração ver essas meninas assim pelo Tom, mas é a realidade.
– Mas, então porque você me ligou e falou aquelas coisas?
– Eu te liguei? – Como é que é? Ela acenou com a cabeça. – Espera, você é a Carol? Tipo, Carol?
– Não imagina, eu sou outra Carol! Você falou um bando de abobrinha pra mim, mas eu acho que foi outra Carol! O Tom me aporrinhou, mas eu acho que foi outra Carol! – Caiu. – Por que ele me persegue?
– Ele gosta de você.
– Ah claro. O Tom? Conta outra, depois desta até vou embora. – Se levantou e passou por mim. Foi para o estacionamento e eu fui atrás. – Saí de mim! – Abriu a porta do carro dela e entrou correndo.
– Carol, não pode dirigir alcoolizada.
– Te perguntei?
– Não, mas estou te avisando. Quer que eu dirija? Podemos ir visitar a sua irmã e saber como ela está. Em? Me deixa dirigir? – Ela suspirou e desceu do carro. Passou-me as chaves e trocou de lado.
– Não quero ver minha irmã agora. Pode me levar para minha casa, por favor?
– Humn... Posso. Onde fica?
Ela me mostrou e eu a levei até a casa dela. Essa Carol mesmo bêbada parecia esperta. Não conversou muito, mas quando falava, não parecia idiota.
A casa dela era na verdade um apartamento, e tinha... Não sei quantos andares e ela morava no sétimo. No elevador a Carol quase dormia, mas eu de algum jeito não poderia deixá-la dormir daquele jeito. Mas também não posso chegar na casa da garota e jogar ela de baixo do chuveiro. Felizmente, quando chegamos, a primeira coisa que ela fez foi dizer: “Espera” e foi para o banho sozinha. Não sei nem se ela estava bêbada de verdade, estava agindo normal demais.
Após alguns minutos, ela voltou com uma blusa de manga cumprida e bermuda de dormir. Parecia bem melhor.
– Agora, quer algo? Tipo... Um café?
– Não obrigado, só suas palavras. Posso? – Eu to muito curioso com esse negócio dela e do Tom.
– Pode ser. – Quando eu ia começar meu interrogatório, meu celular começou a tocar.
– Alô?
– Onde você está? – Era o Tom.
– Por que quer saber?
– Não costuma ficar até a essa hora fora. – Olhei o relógio, eram duas e vinte e quatro.
– Eu sei. Mas você precisava de tempo, eu te dei. Não quero que se irrite, então não vou voltar agora.
– Me perdoa irmão. Eu não falei aquilo por mal, eu só... Eu só... – Botei o celular no viva a voz.
– Eu sei que para você é difícil, o negócio com a Carol. – Quando falei dela, Carol me olhou assustada.
– Eu não sei, acho que ela nunca mais olha na minha cara. E... Bill, não da para falar por celular com você. Preciso de você aqui. Espero que não esteja bravo.
– Fiquei chateado sim, mas vou ir para casa. Mas vou acompanhada, ok?
– Uia, da Lara?
– Não, alguém diferente. – Carol fez “não” com a cabeça. Eu desliguei o celular e me levantei num ato.
– Negativo, não quero nem olhar para o Tom.
– Se você se negar a ir, vou trazer ele aqui. Afinal, já sei onde você mora. – Sorri.
Ela ficou vermelha de raiva, mas pegou um casaco e abriu a porta de casa. Venci.

Nenhum comentário:

Postar um comentário