Eu queria que o Tom e a Carol tivessem uma conversa descente, mas do jeito que esses dois são... Tenho minhas duvidas. No caminho, dentro do carro a Carol foi contando algumas coisas sobre ela e o Tom.
– Nunca tinha brigado com ele. Até porque o Tom é calmo, ele fazia brincadeiras, mostrava as novidades da banda, reclamava de você – Que? – Um dia até fomos jogar boliche de madrugada. – Ela sorriu lembrando. – Assim ninguém veria a gente. Não tinha nenhum problema até ele começar com esse assunto de sexo.
– Há, ele tentou algo? – Eu dirigia atenciosamente, e a ouvia ao mesmo tempo. Mas com uma vontade de estar em casa e matar o Tom a tapas.
– Nós estávamos ficando, uma hora obvio que ia acabar acontecendo. Mas ele falou de um jeito como se só estivesse comigo por isso. Eu me senti ofendida, porque eu não estava com ele só por causa do dinheiro ou fama dele. Nem estava com ele porque tinha segundas, terceiras intenções. Era para curtir o momento. Posso gostar do Tom, mas tenho amor próprio também. – Gostei dela.
– Você está certa e... Chegamos. – Deixei o carro na garagem, abri a porta do carro pra ela e entramos juntos em casa. O Corredor estava silencioso, mas na sala havia a televisão ligada, mas nem sinal do Tom. – Tom?! Você está em casa? – perguntei alto.
– Eu estou aqui na cozinha, chega ai! – Gritou. Carol tentou voltar para o carro, mas eu a segurei pelo braço e fiz ir comigo até a cozinha. – Bill, eu queria me desculpar por ter... – É, a cara do Tom quando viu a Carol foi tensa. – C-Carol?
– Hã... Oi. – Ela se escondeu atrás de mim. – Bill, ele vai te matar por isso. – Sussurrou.
– Matar talvez não, mas vamos conversar depois. – Tom realmente quer me matar. Mas vou fazer o que se estou certo?
– Desculpa, é melhor eu voltar para casa...
– Não! – Dissemos eu e Tom em uníssono.
– Eu... Eu quero falar com você. – Tom se direcionou a Carol e depois a mim. – Bill você pode...
– Vou botar meus fones gigantes e ir mexer na net. – Acenei para os dois e fui para a sala. Peguei meu notebook, meus fones de ouvido, botei uma musica boa e fiquei viajando na net.
Obvio que eu estava curioso para saber o que os dois estavam conversando. Mas depois o Tom ia me contar, eu sei. Passou alguns minutos, eu até botei um filme para assistir. E para melhorar, meu fone era enorme e não me deixava ouvir o papo que vinha da cozinha. Então resolvi só virar para trás e ver se tinha acontecido algo. Fiz isso rapidamente, e pude ver o Tom segurando a mão da Carol, e ela estava de cabeça baixa. Não sei que conclusão tirar disso, então voltei a assistir ao filme.
Acordei de manhã todo errado. Dormi assistindo o filme no sofá. Mas pelo menos o Tom guardou meu notebook direito. Se eu dormisse com ele no colo como fiz com o ultimo, ia deixar cair do mesmo jeito do anterior. Não sou mão de vaca, mas odeio gastar dinheiro com essas coisas. Levantei, fui ao banheiro e peguei biscoitos na cozinha para comer. Arrumei meu cabelo, passei no quarto do Tom e vi tudo arrumado. Bom... OU ele não dormiu em casa ontem, ou ele saiu hoje de manhã cedo e arrumou as coisas. Arrumar a casa na verdade é sempre a função do Tom, lembrem disso.
Peguei meu celular e pensei em ligar para ele, mas poderia estar ocupado, então liguei para a Lara.
– Alô?- Atendeu no ato.
– oi Lara! É o Bill.
– Oie, como você está? Eu já aviso que estou bem.
– Estou ótimo. Sabe, acho que o Tom e a Carol estão se entendendo. Ontem eu a trouxe aqui e eles conversaram, bom... Não sei como terminou porque eu estava cansado e fui dormir.
– Mas que bom! Você conseguiu parabéns.
– É, estou feliz. O que vai fazer hoje?
– Ficar em casa.
– Quer sair? – Na pior das hipóteses ela diz não.
– Acho melhor eu ficar em casa. Nós saímos ontem, e eu não quero que você fique com a imagem... Digamos, sei lá. Acho que hoje é um pouco cedo.
– Eu não vejo problema em sairmos juntos. Você vê?
– Ver? Nem que eu quisesse. – Começou a rir. – Sério, o que as pessoas vão dizer se te vires andando com uma garota cega? Ai Bill, não quero que as coisas fiquem ruins pro seu lado.
– E eu lá ligo para o que eles pensam? Obvio que não. Chamam-me de um bando de coisa sem ao menos me conhecer, eu já não me preocupo. Eu dificilmente ajo como uma pessoa normal, e quando eu estou com você, eu pareço mais normal. Por isso gosto de sair com você.
– Ok. Mas depois não diga que eu não avisei. – O que eu estou fazendo? Ah... Dando uma de egoísta. Eu sei que é errado expor a Lara desta maneira, mas eu não sei... Eu quero ser um pouco normal, talvez isso seja idiota.- Bill, você ta ai?
– Hã... Sim. Então até depois...
– Até. – Ela desligou e eu fui ao quintal da frente pegar o jornal. E ver como estava o movimento na rua. Tinha umas três garotas se aproximando e já me preparei para entrar antes que elas me vissem.
– Bill Kaulitz! Stop NOW! – Uma delas gritou chegando no portão da minha casa. Droga!
– Hã... Oi. – Cheguei mais perto. – Fãs?
– DEMAIS! – As Três riram. – Sim, somos fãs da banda já faz um bom tempo e compramos uma casa aqui pelo bairro, normalmente passamos aqui para ver você ou o Tom de longe. Mas hoje viemos falar uma coisa em especial.
– O que?
– Bill, você é de todas as fãs... De todas! Não pode nos trair, muito menos com garotas como aquela menina cega. Vimos fotos de vocês ontem de noite na internet. Ou você a esquece, ou faremos isso por você.
– Como? Meninas isso não é coisa que se faça! A Lara é minha amiga, como a Natalie e o Andreas.
– A diferença é que o Andreas é homem e a Natalie deixa você mais bonito para nós! Mas essa Lara... Ela quer roubar você de nós! Quer dar uma de coitada e conquistar você. Bill, nós te amamos de verdade! Não ela.
– Isso que vocês dizem não é amor. Eu amo meus fãs, amo demais. Mas os fãs que me amam, não têm o direito e sabem que não tem o direito de mandar na minha vida! Tem que aceitar meus amigos, e a Lara é um deles. Eu não ando com ela por pena.
Não acredito que estou na frente da minha casa recebendo “avisos” de um grupo de “stalkers”. Pior que eu não sei, e nem duvido dessas meninas no quesito loucura. Eu já muita coisa que elas fizeram.
– Bill, isso é tudo pelo seu bem. E pelo bem da banda, entende?
– Sim. – Mentira, to a fim de pedir pra elas se matarem. – Vocês não se preocupem, vou dar um jeito. Acho que não falo mais com a Lara. – Dei um sorriso lindamente falso.
– Viu meninas? Eu disse que ele entenderia! – Disse a líder do grupinho. – Bill, nós te amamos, muito, mesmo! – Me abraçaram por cima da grade e desceram a rua. Eu tratei de entrar logo em casa.
Já vi que vou ter que contratar seguranças para ficar de olho na Lara até elas se esquecerem dela. Mas não vou abrir mão da minha amiga por isso, a menos que o negócio fique sério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário