quarta-feira, 26 de setembro de 2012

[Fanfic] "Notas de uma família... Diferente" - Capitulo Um


Meu nome é Luise Kaulitz, tenho nove anos. Minha vida é em partes, diferente. Tenho um irmão chamado Thomas e ele tem doze anos. Nosso pai se chama Tom, e ele é o pai mais anormal que eu já vi na vida. Ele não é como os pais das minhas amigas, e isso é um tanto estranho.
Teve um dia...
– Pai! Pai! – Eu estava gritando porque tinha um bicho estranho no jardim.
– O que foi Luh? – Apareceu na porta.
– Tem um bicho ali. – Apontei para o animal pequeno e peludo.
– Onde?
– Ali!
– Ah... – Se aproximou. – Minha nossa! É um guaxinim.
– Um o que? – Nunca tinha ouvido falar nesse animal.
– Guaxinim. – Sorriu. – Vem cá Luise. Ele não morde! – Me aproximei um pouco. O Bichinho era cinza com partes escuras e partes brancas. Era estranho e tinha um nariz engraçado.
– Posso ficar com ele?
– Ele morto e empalhado? – O que!?
– Por que eu ia querer um animal morto?
– Vivo eu não vou querer. – Se afastou.
Um dia depois...
– Não acredito que deixei você ficar com esse animal.
– Eu te amo pai. E o Tom Junior também te ama.
– Pai! Ela deu o nosso nome para um guaxinim! Um guaxinim! – Reclamava Thomas.
– Seu nome é Thomas, seu idiota. – O xinguei.
– Mas é parecido. – Falou como se fosse obvio. – Cadê o bicho? – Olhei em volte e não o vi.
– Não s...

– AI MEU DEUS DO CÉU! ME SOLTA! – Só ouvíamos gritos. Depois papai desceu as escadas com o Tom na cabeça. – Me SOLTA SEU BICHO NOJENTO. LUISE TIRA ESSE BICHO DE MIM! – Se jogou no sofá. – ELE ESTÁ COMENDO MEU CABELO! PELO AMOR DE DEUS.
– Para de gritar! – Tentei.
– ELE TAH COMENDO MEU CABELO. – Foi a primeira vez que eu vi meu pai gritar e rolar no chão com um animal na cabeça. – AI ELE MORDEU MINHA ORELHA! LUISE! LUISE ESSE ANIMAL NÃO FICA MAIS AQUI.
Depois disso o Tom Junior foi embora. Bons tempos...
Thomas é jogador de basquete, ele joga muito bem. Eu faço balé e danço muito bem. E por isso precisamos de uma boa alimentação. Na verdade, nossa alimentação é ao estilo Kaulitz. Diferente, também!
Teve um dia...
– Temos que comer verduras, legumes, massas, proteínas! – Expliquei.
– Mas vocês odeiam coisas verdes.
– Mas pai, o papel dos filhos é odiar esse tipo de coisa. E o dos pais é mandar comer!
– Ok... COMA LEGUMES E VERDURAS! – Não ouvi isso...
– Não gosto de verduras e legumes.
– Então por que mandou eu mandar você comer?
– Esquece.
~*~
Meu nome é Thomas Kaulitz, não sei onde minha mãe estava com a cabeça quando botou quase o mesmo nome que o meu pai. Tenho doze anos e tenho a família mais anormal de toda a Alemanha. Jogo basquete nas horas vagas e estudo nos fins de semana para as provas. Minha irmã é a menina mais chata que tem, meu pai é o cara mais sem noção que tem, e minha mãe... Ela nos agüentava antigamente. Mas por algum motivo não agüenta mais. Ela foi embora e deixou eu, Tom e Luise sozinhos. Não a culpo, mas quando penso no assunto fico magoado.
Meu pai, normalmente é deslocado. Quando consegue agir como pai de verdade, não consegue.
Teve um dia...
– Então senhor Kaulitz. Chamamos você aqui para discutir a postura do seu filho em sala de aula.
– O que ele fez dessa vez? – Perguntou no tédio.
Quem estava no tédio era eu que tinha que fazer cara de menino arrependido. Que porcaria de menino arrependido o que!
– O Thomas deu em cima da professora.
– Ele fez o que!?
– Ele deu em cima da professora dele. De vinte e cinco anos. – Qual é diretora? Ela era bonita!
– Há. Bate ai Thomas. – Eu ri da cara dele. - Só que ela é muita areia para o seu caminhãozinho. – Aff.
– Senhor Kaulitz! Você como pai tem que dar mais respeito ao Thomas. Ele não pode sair dando em cima das professoras. Elas são profissionais pagas para educar.
– Educar... Sei! A mulher vem com uma saia colada na bunda, com um tamanho nada razoável. E eu no auge dos meus doze anos não vou olhar? Com licença diretora. Põe-se no seu lugar.
Resultado? Fui expulso e meu pai ainda saiu com a minha professora.
~*~
Meu nome é Tom Kaulitz, tenho vinte e oito anos e sou pai solteiro. Eu pensava que ter uma banda, ter fama, ter várias mulheres era difícil. Mas não. Ter filhos é mais difícil! Ainda mais quando sua querida namorada vaza te deixando duas crianças para cuidar. Foi a pior coisa que ela poderia fazer, tanto a mim quando aos meus filhos. Eu sei que a Luise sente falta de uma amiga, daquele tipo que só as mães são. Eu tento. Mas não da muito certo.
Teve um dia...
– Pai. Não precisa parar na frente da escola. Eu desço aqui mesmo. – Ela parecia nervosa.
– por quê? Se vou te largar a cinco metros da entrada, posso te largar NA entrada.
– Não! Para a aqui! – Freei e ela desceu.
– Tenha uma boa aula.
– Obrigada. – Se afastou.
Fiquei cuidando para onde ela ia se direcionar. Encontrou aquelas amiguinhas chatas que fazem a maior bagunça lá em casa. Caminharam até um grupo de meninos e...
ESPERA AI! GRUPO DE MENINOS?!?
Fiquei olhando de longe. Tinha um garoto com cara de pervertido. Ele foi o primeiro a dar oi pra Luise.
“São só crianças de dez anos Tom” Tentei me convencer. NADA FEITO!
Achei uma desculpa e fui até ela.
– Luise. – Quando ela me viu quase teve um ataque do coração.
– O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI!?
– Só vim lhe entregar o dinheiro do seu lanche. – Dei uma nota de dez euros.
– Já tinha me dado antes. – disse surpresa.
– Não vai me apresentar seus amigos?
– Ah. – Fez cara de brava. – Essas você já conhece. – Apontou para as meninas. – Esse é o Dérick. Ele é meu amigo e... Meu amigo.
– Olá Dérick. É bom que tenha segurado de vida moleque. Por que a partir de hoje, você está na minha lista negra. – Disse sério. – Tchau filha! – Ela ia me matar quando chegasse em casa.
Não necessariamente as famílias precisam ser perfeitas. Não há famílias perfeitas.
“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz a sua maneira”, já dizia meu amigo Liev Tólstoi.
Minha família não era infeliz, muito menos triste. Éramos sim diferentes, e tínhamos nossas dificuldades. Mas nem por isso deixamos de ser felizes.
Hoje cedo...
– Pai! – Ouvi Luise Gritar.
– O que aconteceu?– Cheguei na sala para ver se tinham destruído mais alguma coisa.
– Temos uma surpresa para você. – Thomas sorriu.
Tive medo do que viria pela frente.
– Que surpresa?
Os dois olharam além de mim, e eu me virei para saber o que estava acontecendo. Era ela. De novo ali, com a gente. Só não sabia se essa “surpresa” representava algo bom ou ruim.
– Olá Tom. – Sorriu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário