Aceitando conselhos de Tom Kaulitz? Isso significa que a situação está chegando ao extremo. “Não vamos generalizar, talvez Só esteja confuso” Então o papo era outro; acordou oito horas da manhã, fez sua higiene matinal, ficou bons cinco minutos se encarando no espelho, tomou um banho rápido, comeu um café reforçado (afinal, o dia seria longo), se aprontou e saiu. Primeira Parada, Shopping.
O horário era perfeito. Quem em plena manhã estaria no shopping? Bill varreu as lojas infantis e saiu cheio de sacolas. Onde estavam os fotógrafos para capturar esse momento esplendido? “Flagra: Bill Kaulitz de manha cedo, passeando pelo shopping, abarrotado de artigos infantis” Seria o caus.
Segunda parada, supermercado. Como a parte das compras ficava com o Tom, Bill ficou meio perdido. Na melhor das hipóteses, passou pelo corredor de doces e foi despejando tudo que via pela frente no carrinho; balas, pirulitos, chocolates, chicletes, etc.
Já estava demorando até o telefone tocar. Então... Telefone faça sua parte.
– Alô?
– Onde está?
– Tom, você é pior que a mamãe. – Bufou.
– Está fazendo o que eu disse?
– Estou. – respondeu enquanto percorria os outros corredores.
– O que você comprou?
– Brinquedos, doces para fazer eles ficarem com diabetes, porque é muito doce, e alguns salgados.
– Faltaram as flores.
– Crianças não comem flores;
– Vou comer seu cérebro Bill! – gritou.
– Calma, eu sei que as flores são pra Chris.
– Menos Mal, compre as flores e procure as mais delicadas e claras. Eu já saquei o estilo dessa Chris.
– Da onde você tira essas coisas?
– Meu grande conhecimento sobre mulheres. Se tivesse faculdade disso, eu com certeza seria o mestre, PHD, o ancião... O cara!
– Tudo bem, hiper mega pegador. Valeu pela ajuda.
– Tudo bem! E me liga caso você estragar tudo. Abraço. – querido esse Tom.
– Obrigado por me ajudar.
– De nada.
Telefone desligado, confiança retomada. Agora vamos para a terceira parada. Hospital Municipal Infantil.
No caminho para o hospital, Bill revisava tudo para ver se não havia se esquecido de nada. Até tinha escolhido uma roupa mais solta para interagir com as crianças. Será que agora é a vez do Tio Bill? Realmente Esperamos que sim.
O carro preto parou no estacionamento lateral do hospital e de dentro surge o “homem perfeito” (“finge empolgação manolos”)! Esqueça aqui ele não é conhecido assim. Antes de pegar as compras, resolveu verificar se tinha alguém para ajudá-lo.
– Alguém aqui? – Perguntou, entrando pela porta dos fundos. Por um tempo não obteve resposta. – Hello!
– Oi. – o que seria aquela criatura correndo até Bill? Ah, sim. Juliane.
– Oi, é Juliana certo?
– Juliane. – corrigiu. – O que faz aqui?
– Eu estou de folga, e pensei que vocês não iam se importar de eu ficar aqui... Com as crianças.
– Nossa, que fofo da sua parte. – sorriu. – A Chris ainda diz que você é egoísta... – Falou pra sim mesma, baixinho.
– A Chris o que?
– Nada.
– onde ela está?
– Na sala dela.
– Por que não está cuidando das crianças?
– Depois da chuva que ela pegou ontem, ficou gripada. E do jeito que ela é super protetora... – revirou os olhos.
– Sei, bom... Então me ajuda com umas coisas ae.
– Claro que ajudo.
Que horror Bill! Você com seus vinte e um anos na cara carregou menos que uma menina de quinze anos? Hora de começar a malhar, não? No salão as crianças de três a cinco anos brincavam, e o barulho reinava. Depois de alguns esforços, Bill conseguiu a atenção de todos.
– Olá pessoal, eu sou o Bill. Vocês já devem ter me visto por aqui nos últimos dias. Eu vim passar um tempo com você, e trouxe comigo uns... Doces. – sorriu. – Vocês gostam?
– SIM! – responderam todos de imediato.
– Cadê o Tio Tome o Tio Gust? – perguntou um menino sentado ao fundo.
– Em casa, mas eu tenho quase certeza que ele vai vir aqui depois. O Gustav bom... Não sei.
Depois de alguns minutos de conversa, formou-se uma roda para que Bill pudesse se familiarizar com todo mundo. Ele deu as crianças os doces prometidos, e elas quase choraram de felicidade, porque ERA MUITO DOCE!. No meio daquela folia de “pirralhos”, a menininha de cabelos loiros, olhos azuis e sorriso perfeito se mantinha afastada.
Tentando ser simpático, Bill foi até ela.
– Oi, por que não brinca com a gente?
– Não vou brincar com você. – foi grossa, mesmo com todo o seu pequeno tamanho.
– Ué, por que? – prestou atenção na menina. – Você é a Lily, não é?
– Sou.
– Desculpa por ter te deixado cair. É que você é tão pequena e eu com todo o meu tamanho... Você parece uma boneca, realmente me deu um susto.
– Qual boneca eu pareço? – Ih Bill, te vira!
– Ã... A... Aquela... A Barbie!
– Humn...
– Vai brincar comigo? – estendeu a mão para menina. – Prometo que vou cuidar de você dessa vez. – piscou.
– Você vai de dar balas?
– Todas elas! – Então, Lily se rendeu a simpatia de Bill.
Isso ae, Bill! Conseguiu conquistar mais uma. Mas esperem, o que parece a cena a seguir...
Encostada na porta, olhando o pessoal de longe. Quem estaria promovendo aquilo? A surpresa foi grande quando Chris viu que não era qualquer um. Onde estava o cara egoísta agora? Não me parece aquele ali sentado no chão agarrado a tantas crianças. Ninguém conseguia enxergar egoísmo. Nem mesmo ela.
Bill percebeu a presença da mesma e se levantou do chão. Hora de tentar aproximação.
– Comprando as crianças com doces?
– Não. – respondeu um pouco baixo. Talvez tivesse se assustado com a pergunta.
– Quando a Juh me disse que era você que estava aqui, eu tive que ver isso de perto.
– Eu encarei isso de maneira errada no começo. Essas crianças são muito perfeitas, fofas e bom... Realmente, eu errei antes. Só estou me redimindo.
– Está bem, mas pra que tanta coisa? Essas crianças vão morrer comendo. – sorriu. Parecia menos agressiva agora.
– É um pedido de desculpas. – pegou o buquê de cima da mesa. – E eu também tenho que te pedir desculpas. – passou as flores pra ela.
– As flores... São pra mim? – Ok. Ela não esperava por essa.
– Sim. Eu e não sei se gosta de margaridas então...
– É, eu gosto. – corou.
E o silencio? Pois é, começou a reinar.
– Não vai brincar com a gente? – Bill, quebrou o gelo.
– Estou gripada, não vai rolar.
– Nos veremos depois então??
– Pode ser. – voltou andando em passos rápidos com o buquê na mão.
(continua)
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