– Bill, você viu meu estojo de camisinhas? – revirei a casa toda e não achei aquele negócio.
– Já botei na sua mala, Tom. Você demora demais para se arrumar. Foi uma das primeiras coisas que eu peguei pra você. – disse.
– Não vai levar pra você também?- eu até sabia a resposta mais ainda havia esperanças.
Ele só me encarou do tipo, "ainda pergunta?"
– Ah, me esqueci. Você não é como eu. - disse só para provocar.
Bill Riu.
– É obvio que eu não sou como você. Eu sou melhor, mas mesmo assim te amo.
Nem um pouco convencido esse meu irmão. Já tinha até me acostumado com o ser.
Eu fui até a frente de casa para abrir o meu carro e dei de cara com as garotas da outra rua passando. Elas eram muito gostosas só que eram tão nojentas que estragava a beleza. Isso era muito idiota.
– Hallo Tom, você e sua mulher vão viajar?- Disse Clair com um sorriso arrogante. Obvio que eu não ia deixar barato, já que elas diziam que eu era casado com o Bill. Essas ai mereciam! E eu já estava me segurando a um bom tempo para não aprontar com elas.
– Está quente hoje, não é meninas?- disse, enquanto pegava a mangueira que tinha no chão. Virei-me para casa. - Bill, meu amor! Pode ligar o registro um minutinho. - houve um tempo de silencio.
– Tom, para de falar assim! Eu ligo sem precisar dessas coisas. - disse ele. - Deu já abri. – várias coisas me passaram pela mente. Concretizei uma delas.
As duas ainda estavam paradas em frente a minha casa, com caras de idiotas.
– Hey garotas, sabe o que acontece quando a gente molha a "chapinha"? - não esperei pela resposta. Elas não entenderam a pergunta mesmo. - O cabelo Encolhe!
Soltei a trava da mangueira e vi espirrar água por todo o corpo delas. No momento eu tive que puxar um ar, por que não parava de rir.
– Tom seu imbecil! Olha o que você fez com o nosso cabelo!
Eu estava rindo demais, pois elas ficaram realmente molhadas.
– Se vocês não fossem tão idiotas, eu já tinha pegado vocês. Mas na verdade... Quem precisa de vocês né? Eu tenho mulher em casa! - Dei as costas rindo e entrei pra casa.
– Discutindo com as vizinhas de novo Tom?- Perguntou Bill fechando o registro. - Você ainda se presta.
Eu passei sem dizer nada de mais e fui para o quarto pegar as malas. Logo Logo, avião... Céu.. Amsterdã... Garotas. Hohoho'
Horas depois... No Brasil.
– Amor, ainda bem que você veio comigo. Eu me sentiria um "Alien", sem nem saber o que eles falam direito.
– Ah Georg, eu sou sua namorada! Não ia te deixar sozinho com essas moças bonitas.
Sorri e dei um beijo nela.
–Em que cidade estamos mesmo?- Perguntei.
– Esquecido! Nós estamos no Rio de Janeiro. É lindo aqui não?
Olhei em volta.
– Sim, é muito lindo. Com você aqui fica mais.
Ela me deu um tapa.
– Então... Vamos à praia! Eu quero ver como é o lual deles.
No mesmo instante...
No México.
– Quarto 483, por favor?- Disse.
A moça olhou os papéis.
– Ah senhor... Gustav Schafer. Bem Vindo ao nosso Hotel.
– Obrigado.
Subi de elevador até o quarto andar. Pelo que vi era bem chique aqui.
Logo que entrei no quarto, peguei o telefone e disquei o numero do Tom.
Silêncio.
Tom: Alô?
Gustav: E ai, tudo bem?
Tom: Ah Gustav, é você! Cara, aqui é o paraíso. Sabe quantos endereços de baladas, casas noturnas, bares e tals eu já ganhei?!?!?
Gustav: Nem imagino...
Tom: Foram mais de 18! E tem cada garota aqui. MEU Deus!
Gustav: Você já falou com o Bill e com o Georg?
Tom: Só com o Bill, ele chegou e disse que lá é frio, OBVIO. E está louco para brincar na neve. Se mata.
Gustav: Hahaha' Deixa o cara. Só me diz o numero do seu quarto. Pra quando eu ligar, eu saber.
Tom: 69
Gustav: Ah Tom, quem tem que se matar é você!
Tom: e eu vou... De SEXO!
Gustav: Vá se foder.
Desliguei o Telefone.
Alguns minutos depois, do outro lado da Linha.
– Senhor Kaulitz! Deseja algo da recepção?- Falou uma moça bem bonitinha.
– Ã... Se eu pedir, você não vai me chamar só de Tom né?- Ela fez uma cara de: "pede algo mais fácil" ai eu nem insisti. - Tah tudo bem... Eu me acostumo. Eu queria um Taxi.
–Providenciaremos imediatamente.
A noite era receptiva, eu ia a uma casa de Streep. Não era para nada de mais. É que muitos diziam que aqui tinha as melhores. Então... Ninguém melhor que eu para dizer isso.
– Tom. - Sorriu a recepcionista. - O seu taxi, está à espera do senhor.
– Valeu querida. - Dei um beijo no rosto dela. HAHA' ficou toda por mim.
Entrei no Taxi.- Rua Madrid nº 54 por favor.
– A sim, a casa de Streep!- Disse o Taxista.
Enquanto dirigia (não tecnicamente eu) pelas ruas de Amsterdã, percebi o quanto havia pessoas nas ruas, e casas noturnas. Isso realmente era um ponto turístico dos bons. Tinah mulheres dançando em vitrines! Onde mais eu veria uma coisa dessas? Quando saímos dessa rua da perversão, de longe eu avistei uma moça muito gostosa. Ah não, essa eu queria!
– Hey amigo, para aqui, só um minuto.
O taxista parou o carro e eu pulei para fora. Fiz sinal para ele esperar.
Aproximei-me da garota.
– Olá.- Eu disse, quando parei na frente dela.
– Olá! Agora com licença, eu tenho mais o que fazer. - Disse ela, enquanto tentava passar por mim. Mal sabia que eu não ia desistir.
– A gata não faz assim. Até parece que você não me conhece. – Tenho provas obvias de que ela me conhece. E a mesma não percebeu.
Encarou-me
– Por que deveria?
Sorri.
– Porque daqui eu estou ouvindo o barulhinho do seu fone de ouvido. E eu reconheceria meu toque de piano em "Zoom Into me" em qualquer lugar.
Ela bufou.
– Nossa que legal! Agora posso ir?
– Antes eu posso te dar um beijo? Prometo que você nunca mais vai esquecer ele. - Peguei o braço dela para fazer com que chegasse mais perto de mim. Eu normalmente não era tão pervertido, muito menos tarado desse jeito. Eu também não me dava ao trabalho de ficar correndo atrás de mulher. - Me solta!- Ela puxou o braço e me deu um chute no saco.
POHA me tirou o ar!
– Maluca! Cada um desses "bagos" vale 50 mil euros.
Ela rosnou. Sim realmente rosnou!
– Então vende eles!- Ela se foi. Eu poderia ir atrás dela, mais depois daquele chute era melhor não.
Consegui respirar melhor depois que entrei no carro e continuei seguindo até a casa de Streep. Sério, essa garota, no que tinha de bonita tinha de forte. Doeu-me o que ela fez. Mas azar existe milhares como ela.
Ao chegar lá, uma senhora que deveria ser a dona do lugar, me recebeu.
– Hallo! Guten Abent mein Herr. - ela falava alemão bem até.
Surpreendi-me.
– Ah você fala alemão!- sorri.- Mas nem precisa, eu falo bem a língua de vocês.
Ela me deu espaço para passar. Foi ai que me lembrei de algo.
– Onde é o banheiro?
– No fim do corredor. - Ela apontou.
– Danke!
Cheguei ao banheiro, e abri o zíper da calça, pelo que vi, meus filhos estavam salvos, mas agora deveriam custar só 40 mil euros... Lamentável.
Quando sai do banheiro, vasculhei com meus olhos onde estava a senhora que me recebeu. Logo passou uma menina bem gatinha e eu fui até ela.
– Hey, você viu a senhora que me recebeu? Eu estou meio perdido aqui. -Ela se virou para mim, e chegou bem perto.
– Ela foi falar com as meninas, mas me mandou tomar conta de você. E eu estou aqui. - Disse ela, agora passando a mão em mim.
Eu poderia continuar algo, mas nós dois fomos atrapalhados por uma pessoa que parecia ser uma mulher, que entrou na recepção e apareceu no corredor. Ah não! Era aquela maluca que quase me matou. Por extinto eu botei as mão para frente, protegendo minhas coisas. Ela veio em nossa direção.
– Maia você viu a. - Ela parou de falar, quando me encarou. - O que ele está fazendo aqui!?!
A menina nem conseguiu raciocinar direito. Também, com a cara de brava que a outra estava, até eu estava com medo.
– Ah nem vem! Você que está me perseguindo. - Cruzei os braços. - o que você vai fazer? Me bater agora?
Ela deu um passo a frente e eu vacilei, ela era uma versão da Megan Fox MAIS gostosa! E eu nem sabia que isso era possível. Ela chegou perto o bastante para que eu sentisse sua respiração, fez uma cara muito estranha, e quando ela chegou mais perto... HA!Eu sabia que ela ia me querer. Todo mundo quer.
Eu estava tão fora de mim que foi um abalo quando ela me deu outro chute!
– HÁ! Homens são tão trouxas! Vá se ferrar garoto. - Ela saiu do corredor e foi para a sala. Como assim garoto?
Eu me encostei-me à parede e fui escorregando até o chão. A Maia estava parada ao meu lado com cara de assustada. Suspirei.
– Qual é o nome dela?- Minha voz saiu ruim. A menina se sentou ao meu lado.
– É Mélani. Mas ela não trabalha aqui. Ela só é filha da dona.
Eu baixei a cabeça, ainda sentia dores.
– E ela bate em todo mundo que acha ela bonita?
Maia riu.
– Não, mas ela bate em idiotas que ficam dando em cima dela, e a tratam como objeto. Não que eu esteja dizendo que você fez isso... – Nem precisou né filha.
Perdi uma noite de farra, por culpa dessa "Mélani". Lamentável.
Era uma decisão difícil, mas eu tomei.
– Olha, é melhor eu ir embora. Mesmo que eu ficasse, não da para fazer nada no meu estado. - eu disse.
Era fez cara de pena. Ah isso era humilhação de mais.
– Desculpa pela Mélani, ela não gosta que tratem ela mal. Mas ela é bem legal. Só depende de como você se apresenta.
Eu não tinha o que dizer. Por um lado eu a entendia, mas também não achava nada certo ela me bater.
Levantei-me devagar, obvio. Dei um beijo no rosto da Maia, que me fez companhia, e sai pela porta dos fundos.
Ouvi uma discussão do lado de fora, era Mélani com um homem. Eu não ia apanhar de novo, então comecei a me afastar. Só que o cara era bem mais forte que ela, e mesmo que todos os meus músculos e ÓRGÃOS do corpo GRITASSEM para que eu saísse dali e não fosse até lá. Eu fui. Não era pena não, só que eu já vi muita garota apanhar de caras e elas não saíram nada bem nessa história. E uma vez que a garota disse: “Não se mete Tom” Eu não me meti e ela foi parar na UTI e eu por sorte não apareci no jornal. O David ficou muito bravo.
Caminhei até os dois.
– Ã, tudo bem aqui?- Perguntei sorrindo.
– Tom sai daqui! Eu vou te bater de novo!- Disse Mélani. Eu disse que ela faziam isso e depois se ferraram.
O cara veio pra perto de mim.
– Sai daqui. Ou você vai apanhar... Também. - Disse ele com cara de ameaça. Nem camuflou o fato de que ia bater na menina.
Pensa Rápido Tom! Pensa Rápido! Peguei Mélani pelo braço e botei-a atrás de mim.
– Então a gente vai nessa. - Disse. O cara ficou em silêncio e depois fez uma cara para Mélani.
Nós dois andamos até a Avenida em silencio. Precisávamos de um taxi.
– Para onde você vai?- Perguntei.
– Não é muito certo eu dizer a você, mas... Vou para o bairro norte, o julli's.
Pensei ÓTIMO! Eu estou no bairro leste e ela no norte, ir de taxi até lá, vai me deixar pobre.
Mas não tinha jeito.
– Então vamos de Taxi, até o seu bairro. - Sorri. Mas na verdade estava puto comigo.
– Porque me ajudou? – Perguntou desconfiada.
– Porque, mesmo você sendo bruta e mal educada. Já vi essa cena antes, e o resultado não foi nada bom.
– Humn... Desculpa mas ainda não estou em opção de agradecer. – Que querida. Aff.
– Ok, eu espero.
Dentro do Taxi, mais silêncio. Mélani estava dormindo com a cabeça encostada no meu ombro. Eu achei um máximo! Isso em dizia que eu ainda poderia tentar com ela. Mesmo sentindo que, pra cama comigo, ela não ia.
Quando chegamos a casa dela. Mélani ainda dormia. Eu tentei acorda - lá, mas ela dormia profundamente. Eu pensei duas e mais vezes. Teria de carrega - lá até lá dentro, mas não daria certo e se a mesma acordasse ia me xingar e me bater novamente. Pedi para o motorista me esperar. Segurei-a pela cintura de modo que não caísse e conseguisse andar. Ela nem abriu os olhos, tive que ficar empurrando de um lado para o outro. Felizmente a porta estava aberta, não precisei procurar a chave de baixo do vaso de flores que nem nos filmes. Olhei para os lados antes de entrar. Não havia ninguém em casa, então deixei Mélani no sofá e fui procurar cobertores. Ainda bem que a casa não era grande, achei os cobertores, peguei um papel e escrevi meu numero do celular.
Deixei na porta da geladeira e sai. ... Continua. ;)
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