quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Procura-se Minha Namorada- Capitulo Doze


Chris estava pronta e esperava o seu príncipe. Ela estava linda.
Demorou dez minutos para que Bill chegasse. Os dois se cumprimentaram, se olharam, sorriram, ficaram envergonhados e entraram no carro. Tinha mídia para todo o lado, fotos, microfones, câmeras, carros seguindo-os. Chris ficou um pouco incomodada, mas não tinha culpados por isso. Ela que quis sair com um cara famoso, agora aguenta. Chegaram ao restaurante e deixaram o carro com o manobrista. Desceram na frente de todo mundo, o que fez uma nuvem de flashes cobrir os dois. Ninguém deu um pio sobre isso, entraram no restaurante um do lado do outro, nada de mãos dadas. [POW]
– Bill, esse lugar está cheio.
– Aqui, sim. – Sorriu. – Mas não vamos comer aqui. – Se confundiu com o que ele mesmo disse. – Vamos comer aqui, só que em outro lugar.
Os dois caminharam até o interior do restaurante. Um garçom os guiou até o elevador, e subiram ao quinto andar. Que era uma sacada com uma cozinha particular e uma única mesa. Dois lugares na mesa. Lá de cima poderia ser visto tudo. Inclusive a bagunça da mídia. Chris se sentou de frente para Bill, que parecia um pouco apreensivo.
– Esse lugar é lindo. – elogiou.
– Verdade. E você está linda.
– Danke. – corou. – E você também. – Ai, o Bill soltou uma risadinha do tipo, “ aham sei”. Que cara otário. – Não acredita em mim?
– Não é isso... – baixou a cabeça.
– Está sem a maquiagem! – concluiu. – Se for por isso, saiba que agora, você não parece um astro do rock, parece mais uma pessoa normal. Não que você Não seja normal...
– Isso é Bom ou ruim?
– Você está inseguro sobre sua aparecia? – começou a rir, mas viu que ele deveria estar mesmo. – Cara, não precisa de maquiagem, talvez pra você a maquiagem seja um tipo de armadura. Sem ela você se sente mais vulnerável. Sei que tem milhões de pessoas para tentar te convencer que você é lindo e tudo mais. Mesmo assim vou te dizer, só pra você saber que eu também concordo com eles. Com maquiagem ou sem maquiagem, você é lindo.
– Você viu tudo isso, só nesse tempo que a gente sentou?
– Seus olhos entregam tudo que você sente. – percebeu que era bizarro o que ela falou. – Vamos comer? – mudou de assunto.
– Sim, claro.
Pediram os pratos e receberam de imediato. É incrível como o dinheiro compra coisas. Bill fez eles prepararem a sacada só pra ele e para Chris. Ah! Isso é muito perfeito, só acontece com VIPS.
O jantar seguiu tranqüilo e muito interessante. Depois Bill e Chris ficaram olhando a paisagem debruçados no parapeito da sacada. De longe se enxergava um lago muito lindo, que reluzia as luzes da cidade. Era romântico, imagina se acontecesse algo ali? O pior, é que cortava o clima a barulheira lá embaixo. Chris olhou para baixou e avistou todos aqueles fotógrafos, que não sairiam de lá nem que lhes ameacem com armas. Estremeceu em pensar que eles não largariam do seu pé. Bill percebeu que ela estava em outro mundo, e que encarava o mundo lá embaixo como um desafio, se sentiu um tanto culpado. Ele não se envolvia com ninguém por isso. Tirar das pessoas a privacidade e a vida privada, para ele, não era o certo. Conheceu várias pessoas, e essas mesmas acabaram se afastando, porque a fama atrapalhava um pouco. E isso era torturador. Porque ele se sentia mais do que feliz em estar ali com Chris, mas mesmo assim, triste pelo que ela passava.
– Desculpa. – A voz dele fez com que Christinne despertasse dos pensamentos. Uma coisa: Se a Chris soubesse que eu a chamo assim, ela ia me matar. Sabe, ela até perguntou uma vez para Julia, o porquê de botar o nome dela de Chris. Já que poderia ter botado de Christinne ou algo assim, porque o apelido seria Chris. Julia apenas disse que era mais fácil. Voltando aos dois...
– Você não tem culpa, só está fazendo uma coisa normal.
– Tirar sua privacidade e te expor são coisas normais? – Perguntou triste.
– O mundo é movido por pecados, não se preocupe. – Sorriu. – Não se preocupe com essas coisas, eu não me preocupo com o que eles fazem hoje e dizem amanhã. Nós sabemos o que estamos fazendo, e isso é o que importa. Você tem uma imagem publica só que eu não sai com essa imagem. Eu sai com o Bill só.
– Então, se importa que eu faça uma coisa? – Já estavam próximos um do outro. O que mais ele quer?
– O que?
– Isso. – Está bem, eles se beijaram tah! Ou melhor, o Bill beijou a Chris do nada e ela depois de raciocinar o beijou também. Uf... Mas foi uma cena de filme ver os dois se beijando. Bill segurava com uma mão o rosto dela e a outra mão posicionava-se sobre sua cintura. Caso não saibam, a Chris tem um corpo perfeito, não sei como o Bill não agarrou a mina ainda! Quando o beijo cessou, Chris estava vermelha e Bill de cabeça baixa. Continuaram naquele parapeito sem falar nada. Depois do ocorrido não tinha muito que se fazer naquele restaurante minado de repórteres. Então os dois amores resolveram ir embora logo. Como era um jantar particular, Bill só saiu com dois seguranças, que o esperaram por todo o tempo que esteve com Chris, do lado de fora do restaurante. E depois voltaram para levá-los até o carro. Tinha muita gente tirando foto e querendo algumas palavras, infelizmente no meio daquele bolo de gente, Chris não viu para onde Bill andou e foi parada pelos fotógrafos.
– Qual é o seu nome?
– O que você é do Bill Kaulitz?
– Estão saindo a quanto tempo?
– Estão namorando?
Era muita gente!
– Meu nome é Chris e sou amiga do Bill. Agora, podem me deixar ir? – Perguntou assustada. Bill a pegou pela mão e puxou para perto do carro. Os dois entraram correndo. Os seguranças iriam em outro carro. Chris estava em silencio e respirava fundo.
– Desculpa Chris. Da próxima vez eu seguro a sua mão. Assim você não se perde.
– Tudo bem, não precisa se desculpar. – olhou o espelho retrovisor. – Bill, eles estão atrás da gente, vários.
– Droga.
– Eles vão parar lá em casa. Minha mãe vai se assustar. – Começou a rir.
– Desculpa por isso.
– Caramba, para de se desculpar. Eu adorei o jantar, e você fica com essa cara de deprê. Estou feliz, mas você está me deixando triste.
– Eu estou feliz, muito mesmo. – Parou o carro na frente da casa da Chris. – Só que não acho justo te expor. Olha só, se ficar brava por eles... Eu... Eu...
– Não quero que pare de falar comigo só pra me livrar dessas coisas.
– Eu nem sei se conseguiria. – Riu de si mesmo. – Já que não posso pedir desculpas, me perdoa?
– Sério, você está me deixando brava.
– Está bem, eu paro! Só que, antes uma coisa.
– Fala.
– Se continuar a ser minha amiga e sair comigo. Vai abrir mão da sua privacidade e vida pessoal.
– Humn... – Pensou. Sério, tem o que pensar. O Bill está mais que certo de dizer isso a ela. – Eu, não quero perder... – Começou Chris. Bill já ficou com um ar de “morri”, por que teria de algum jeito deixá-la, já que ela não quer abrir mão. Certo? Não. – Não quero perder sua amizade Bill Kaulitz. – Sorriu.
– Tem certeza? – Ele já estava sorrindo e louco pra sair correndo e gritando, mais se deteve só em sorrir.
– Não. Mas vou correr o risco. Não tenho vida pessoal, então se tenho que abrir mão dela para ser sua amiga, com certeza faria isso. – Começaram a rir. Tinha o maior clima entre os dois. – Tenho que ir. – Valeu Chris cortou o clima!
– Já?
– Se demorar demais, o pessoal ai atrás vai supor coisas.
– Sem vida pessoal, lembra?
– Sim. Mas ainda quero acordar cedo amanhã. E você é famoso, tem coisa pra fazer.
– Ser famoso não me impede de andar. Então não me impede de me despedir. – Puxou Chris pelo braço e a beijou. Foi bem rápido, mas valeu a pena. – Boa Noite. – Piscou.
– Boa Noite. – Desceu do carro e entrou em casa. As luzes estavam desligadas e já passava das onze horas. Subiu para o quarto, entrou e se jogou na Cama. Quatro segundos depois, a luz do quarto foi acesa. Duas criaturas pularam em cima de Chris.

Nenhum comentário:

Postar um comentário