Cheguei em casa, exausto. Joguei-me na cama, mesmo sabendo que teria de tomar um banho. Olhei o celular, embora soubesse que ela não iria me ligar. Era a realidade, a gente é gentil com as pessoas e elas nem para agradecer!
Liguei a torneira da banheira, e fui para a cama de novo, enquanto esperava encher. O espelho no teto chamou minha atenção. Eu olhava bem, era Tom Kaulitz ali, o guitarrista de uma Banda mundialmente conhecida e irmão gêmeo de um cara que a sociedade julgava gay, embora estivesse entre os caras mais sexys. Eu não tinha mais o que querer. Tinha as melhores guitarras, as melhores garotas ( na verdade eu tinha todas no geral) , as melhores roupas, os melhores acessórios... E lá se vai.
Mas ainda não entrava em minha cabeça, por que aquela garota não era minha? E por que ela não me queria? Eu tenho tudo.
Saí dos meus pensamentos, a banheira já estava cheia.
Tirei minha roupa e entrei na banheira. A água me faria esquecer, me daria menos coisas para pensar. O telefone tocou, eu me assustei com o toque.
Pego ele do Meu lado.
~Tom: Alô?
~Bill: Oi Tom, eu imaginei que estaria acordado. Tem alguém ai com você? Qualquer coisa eu ligo depois... Sabe, eu não preciso contar agora, se estiver ocupado tudo bem eu entendo, afinal, bem hoje é...
~Tom: Não não Bill ! Não tem ninguém, caramba como você fala.
~Bill: Ih, por que está mal humorado? Aconteceu algo?
~Tom: Aconteceu, obvio que aconteceu!
~Bill: Pode falar, eu escuto.
Fiquei um minuto em silêncio, Bill é meu irmão, era bem certo eu falar com ele.
~Tom: Eu estava indo para uma casa de Streep, ai eu vi uma garota na rua, e ..
~Bill: HÁ! Tinha que ter garota na história.
~Tom: BILL! Deixa-me falar poha;
~Bill: Tah desculpa, continua.
~Tom: Ai ela era do tipo, mais que perfeita. Ela era muito linda Bill, muito mesmo. E eu fui falar com ela, mas ao invés de falar direito comigo, ela me chutou. Bem nas bolas. Por sorte ela não me castrou. Ai, quando estava na casa de Streep com uma mina muito bonita, essa mesma louca chega e da de cara comigo, e depois que eu falei com ela de novo, me bateu... De novo! E no final, ainda tive que levar ela para casa. Lamentável.
Respirei.
~Bill: Nossa! Mais como assim?Levei-a para casa??
~Tom: Quando eu estava saindo da Casa de Streep ela estava discutindo com um cara de sei lá quantos quilos, ai eu, pra não deixar ela ali a levei para casa.
~Bill: Que fofo!
~Tom: De boa Bill, vai se foder.
~Bill: Você que sabe, agora eu vou dormir. Sonhe com a garota Tom. Eu sou seu irmão gêmeo, perceberia tudo em você. Amor a primeira vista então? Que clichê.
~Tom: Ah Vá! Vá você achar uma garota para dormir e sonhar. Boa Noite, Beijos.
Afundei na banheira após desligar o telefone. Quando pensei no que Bill havia dito sobre gostar dela, arght! Cheguei a me encolher.
O banho era tão refrescante para a mente que já nem sabia que horas eram. Mais a água já não estava tão quente então sai da banheira e fui dormir. Sem roupa, obvio. Eu curto dormir sem nada.
Adormeci.
Eu não ia acordar antes das duas da tarde, depois da noite de ontem, eu precisava de descanso. Mas o celular era como um despertador, e não parava de tocar.
Estendi o braço até a mesinha do lado e peguei-o.
~Tom: Alô?
~Mélani: Oi Tom, eu só liguei para agradecer... Por ontem.
Pulei da cama!
~Tom: Mélani? É você? Sério mesmo?
~Mélani: Tem tanta garota assim te ligando. Nuss
~Tom: Não! Obvio que não, eu não dou meu numero para qualquer pessoa. Mas eu pensei que você nunca me ligaria.
~Mélani: Nunca é algo que não podemos prever. Então não diga nunca.
~Tom: É pode ser. Mas isso são horas de ligar? São dez da manhã!
~Mélani: Você é que é preguiçoso até porque, já é hora comercial então eu posso te ligar. Mas se estou atrapalhando eu desligo. Tchau.
~Tom: Não! Espera... Quando você vai ligar de novo?
~Mélani: Para você? Nunca mais. Eu só liguei para agradecer. Então vou nessa.
~Tom: Então eu agradeço... Por ter dado o numero do seu celular.
~Mélani: AH! Que merda... Mas agora já era. Tchau beijo.
Ela desligou o telefone, mas era como se eu ainda estivesse falando comigo, pois o celular estava na minha orelha e em minha cabeça ficava o eco de sua voz. Até que eu me liguei na minha cara de trouxa e voltei ao normal.
Lembrei-me de Georg, disquei o numero dele. Mas o numero deu na caixa de mensagens, e ainda vinha com atendimento personalizado: "Você ligou para o número do Georg que sou eu, desculpa não atender no momento, sol e mar aqui no Brasil, depois ligo de volta. Beijos! "
Bufei. Ridículo.
Eu nem sabia o que ia fazer o resto do dia, até por que... Não dava para ir ao shopping por que lá tinha fãs. Não dava para ir ao parque... Por que lá tinha fãs. Não dá para eu ir à casa de Streep, meu amigo ainda precisa de descanso. Eu acho que vou ver um filme. Mas teria de ir buscar na locadora, que felizmente era no térreo do hotel. Acho que lá não tem fãs, então posso ir de roupa de dormir mesmo.
Desci de elevador, por eu não ter achado os meus chinelos que eu tenho quase certeza de que foi o Bill que escondeu. Tive que ir à locadora de pantufas... De cachorrinho. Maior mico que esse só quando eu me vingar do Bill por isso.
Fui a recepção, a moça me disse onde era a locadora. Escolhi três filmes... Sem nem saber o nome. Ia subindo as escadas do elevador quando levei um susto, alguém gritando.
– AAAAAAAAH! Tom Kaulitz! - A menina veio correndo para cima de mim.
– Ã, oi.
– Eu te Amo, Eu te amo! Me da um autógrafo.
– Claro... perai. - Deixei a sacola no balcão e assinei o cd dela (que era meu? Entendeu?) e depois ela literalmente me agarrou para eu dar um beijo nela (no rosto né).
Enquanto a menina pulava histericamente com o cd na mão, eu entrei no elevador.
O filme que eu botei primeiro era uma droga. Então eu parei de ver e botei o outro. Era meio que romance (eca), eu apertei pause, rezei mentalmente para que o ultimo fosse bom. Antes de tirar o dvd li a frase que dizia no filme.
"Você tem que correr atrás"
Eu pensei "correr atrás"... Pulei do sofá e fui me arrumar. Ia tentar a sorte pelo menos uma vez.
Sai correndo pela recepção, ia demorar muito para chamar um táxi então nem pedi. Sai na rua e fiz sinal para um que passava.
Ele parou.
– Para onde?- Perguntou o Taxista.
– Bairro Julli's por favor.
Não ia desistir tão fácil;
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