Alguém começou a me sacudir, e acordei.
– Bill! – Abracei meu irmão, ele realmente tinha vindo. – Que bom que você está aqui.
– Tom! Me solta. – Bill começou a se sacudir e eu o soltei. – Você me matou do coração! Eu estava batendo na porta e nada de alguém atender. Fui a recepção e eles ligaram pra cá, e você não atendia. Por sorte eles eram gentis e abriram a porta.
Não deveria me assustar com a preocupação de Bill. Afinal, sempre foi assim. Eu estava me sentindo muito gay de ter o feito vir até aqui por mim. Lamentável.
– Tudo bem, mas o importante é que você veio. – Eu estava muito ansioso e não sabia por que.
– Já sei o que vamos fazer, no caso da Mélani. – Disse Bill. Bom, agora eu me lembrei o porquê da ansiedade.
Enquanto conversávamos Bill me avaliava.
– Tom, espera. – Ele se aproximou de mim. – Você estava chorando? Oh meu Deus Tom! Você realmente estava chorando.
Eu não me lembrava de ter chorado, me levantei e fui até o espelho do banheiro. Minha cara estava realmente esquisita. Voltei para o quarto.
– Não sei se chorei. Talvez tenha mesmo.
– Nossa, acho que essa garota não é muito certa para ter feito algo com você desta maneira.
Ele estava mais que certo.
– Pois é. Agora me explica seus planos.
Brasil... 04:54 da madrugada. (Georg)
Acordei do nada. Percebi que estava suado, felizmente não acordei a Laura
Me levantei para ir ao banheiro, quando olhei o relógio percebi que era cedo demais e eu não tinha o que fazer. Não me lembrava do fuso horário daqui para Amsterdã, então não ligaria para Tom. Eu estava meio preocupado com ele, não sei se estava bem. Talvez aquela garota o machuque.
“O Tom é grandinho Georg, deixa ele que se vire” minha mente palpitou.
“Vocês são amigos, quase irmãos... Ajude-o” e se auto rebateu!
Comecei a pegar minhas coisas e jogar na mala, não sabia exatamente o que fazer mas, precisava fazer!
– Georg? Está de madrugada acordado? Algo aconteceu?- Perguntou Laura se sentando na cama.
– Desculpe amor, sei que seria nossa semana de férias, mas... Eu acho que não posso deixar Tom sozinho. – Dei um selinho nela.
Laura sorriu. – Tudo bem Georg. Eu te entendo, se quiser posso ir com você.
– Eu adoraria, mas pode ficar e curtir o Maximo! – Sorri para ela. – Vou tomar um banho.
Amsterdã... (Tom)
– Não acredito que vou ter que usar isso. – Eu estava espantado com o que Bill segurava.
– Sim você vai. Terno e gravata são coisas essenciais! – Ele me jogou a sacola com as roupas. – Agora vá se trocar. Que horas a Mélani vai para casa mesmo?
Pensei. – As duas ela volta do cursinho. Porque?
– Vamos a casa dela! Mas anda logo, se ela chegar e nos ver lá você- Ele deu ênfase no “você” – Morre.
– Bill, porque iríamos lá?
– Vai se trocar Tom! – Ele me empurrou para o banheiro. – São onze da manha, você tem que se arrumar logo!
Entrei no banheiro, encarei a sacola com o terno e a gravata, “eca” eram pretos. Parecia até que eu ia a um enterro. Mas eu não tinha nada a perder então...
– Como estou? – Perguntei quando sai do banheiro.
– Está bem... – Disse Bill sem me olhar direito.
– O que!? Eu estou com isso que “VOCÊ” me forçou a usar e só diz que eu “estou bem”. Ah que ótimo. Vou tirar!
– Para Tom! To brincando! – Ele me teu um tapa no ombro. AFF. – Agora vamos a segunda etapa.
Ah não! Mais invenção! - Qual é a segunda etapa? – Perguntei com medo.
– Esconder essa sua cara de depressão. – Ele sorriu e tirou de sua mala uma”maleta” – Maquiagem.
Me afastei dele.
– Não! Não, não e não! Isso não!
– Ótimo! Vai vestido que nem um idiota e com cara de “chorei a noite inteira”, essa Mélani vai rir de você. – Bill fez em um tom maldoso.
Cheguei mais perto e ele já viu que tinha ganhado.
– Está bem. Faz o que você quiser. Mas sem lápis de olho! – Segurei seus braços.
– Não seu idiota! Eu não vou usar maquiagem pra te Pintar. Só vou deixar sua cara melhor.
Enquanto ele fazia sei lá o que na minha cara, eu me lembrava de quando tentaram me pintar a força. Não sei da onde tinha surgido essa idéia, mas suspeito de Natalie.
– Está pronto Tom. Você está melhor que antes. Com certeza!
Saímos do hotel em direção a casa de Mélani. Diferente de mim, Bill havia alugado um carro logo que chegou aqui. Normalmente ele dirigia devagar, mas agora o velocímetro estava em oitenta quilômetros por hora. Sendo que, Bill era uma tartaruga. Só não era mais devagar que Gustav. Nossa esse ai da até agonia de sair.
– É aqui? – Perguntou Bill quando chegamos na rua da casa da Mélani.
– Sim, na casa branca e azul. – Apontei.
– Tudo bem. – Ele entrou com o carro na garagem da casa. Não sei por que ela tinha uma garagem se não dirigia. Mulheres...
Quando descemos do carro, Bill abriu o porta-malas. Estava cheio de coisas.
– Tom, me ajuda a pegar essas coisas. – Ele me passou uma maleta. – Isso é o que vai nos ajudar agora.Vamos.
Como era previsivelmente obvio, a porta da casa estava fechada. Dei meia volta e comecei a andar.
– Está trancada, agora vamos. Não quero que me vejam com essa roupa. – Falei.
Bill bufou. – Fraco!
– Do que você me chamou? – Olhei com uma cara de “Vou te bater”.
– Isso que ouviu! Você é um fraco incapaz! Criança, egoísta, ignorante! Você desiste fácil de tudo. – Ele se levantou. – E não adianta ficar com cara de bravo Tom Kaulitz. Eu estou certo, então você não tem por que querer me bater.- O pior é que era tudo verdade. E isso me deixou muito mais bravo comigo do que com Bill. - Desculpa Tom. Só que eu quero que isso seja perfeito. – Ele se sentou na escada. – Sabe que eu daria tudo para estar no seu lugar. Amar uma garota e saber que a quero tanto a ponto de lutar por ela. Mas você desiste! Não consigo aceitar.
Me sentei a seu lado.
– Bill, para de se martirizar e me ajuda a abrir essa porta. – Sorri para ele. – Eu te amo cara! E você vai achar alguém, porque até eu encontrei!
Ele se levantou. – Pois é. Agora vamos.
Nunca tinha visto a ferramenta que Bill usara para abrir a porta. Mais funcionou.
– Agora vou no carro pegar as sacolas.
– Que sacolas?- Perguntei.
– As de rosas! – Ele saiu correndo. – Você acha que vamos enfeitar o chão com o que?
– Bill você é o cara!
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