quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Procura-se Minha Namorada - Capitulo Onze


Adoro a correria de segunda-feira. Deixamos domingo para trás e corremos atrás do tempo perdido. Trabalhar e Trabalhar, isso é o que vamos fazer. No meu caso, tenho um grande apresso por cuidar da vida dos outros. Como prometido, Juliane acordou e logo acordou a irmã. Almoçaram no shopping e foram as compras. Uma das perdições femininas: sapatos.
– Chris, tem certeza que consegue andar com esse salto?
– É claro que sim. Eu amo saltos, só não uso no hospital porque lá fica ruim com as crianças.
Tenho que assumir que era linda. A sandália deveria ter um salto de dez centímetros, sei lá. Era preta com algumas pedras pequenas, me dá!
– Agora vamos ver os vestidos! – Juliane agarrou a sacola com os sapatos e puxou Chris para fora da loja.
– Vestidos? Eu não vou usar vestido.
– Anne Christine, você vai usar vestido! – Não, Chris realmente se chamava só Chris.
– Juh, não me chama assim. Me lembra a vovó.
– Então para Chris! – Fez cara de cão abandonado. – Vai usar vestido!
– Está bem, eu uso a droga do vestido.
Provaram mais de onze vestidos. Onde Chris achava algo bonitinho, Juh achava três defeitos. Tantas cores, modelos, tamanhos! No final, saíram com lindo vestido, pretinho básico, mas muito bonito. As vezes eu invejo esses personagens. Eu aqui vendo tudo, sabendo de tudo e nem participo dessa festa louca que é a vidinha deles.
– Mana vamos embora. – Se senta Chris no banco do shopping. – Estou cansada.
– Cala a boca, temos que achar uma bolsa e mais a maquiagem e arrumar seu cabelo. - contou nos dedos.
– O que!? - Balançou a cabeça. - Nada de maquiagem, e ninguém, repito, ninguém mexe no meu cabelo.
– Fresca.
– Não é isso. Você sabe o lance do cabelo. E a maquiagem, não curto essas coisas. Por favor Juliane. Entenda.
– Entendi. Agora vamos ver as bolsas. – Saiu andando.
O lance do cabelo é o seguinte: A Chris tinha uma irmã gêmea. Quando as duas foram pra creche com mais ou menos quatro anos. Todos ficavam elogiando o cabelo da Barbara, era lindo mesmo. Chris tinha o cabelo perfeitamente ondulado, enquanto Barb o mantinha liso. Um dia, um dos meninos da turma, brigou com Chris e cortou parte do cabelo dela. Ela era uma menina, sempre cuidou muito, muito bem do cabelo dela. E quando aquilo aconteceu, traumatizou. E caso eu não tenha dito antes, e eu sei que eu não contei. A Barb sumiu. Ou melhor, morreu. Não me pergunte como, eu ainda não estava cuidando à vida deles quando ela se foi. Só sei que sumiu. Talvez em outra fic¹ vocês entendam [isso foi uma indireta].
Compraram uma bolsa prata para combinar com o colar, anel, brinco e pulseira. Pegaram um taxi e até em casa e conseguiram descansar. O lanche da tarde foi preparado por Julia, que interrogou as duas filhas e ainda melhor, se surpreendeu com as noticias.
– Um dia você está xingando o garoto. Agora vai sair com ele?
– Exato. Digamos que seja um pedido de desculpas.
– E a senhorita com certeza já se meteu nisso. – Apontou para Juh.
– Qual é mãe! Quem sabe mais de Bill Kaulitz que uma fã dele? Sem falar que a Chris é minha mana.
– Sei, espertas. – Brincou.
Outro lachinho da tarde que estava bem legal, era o do Gust. Porque será?
– Você estuda a maior parte do tempo? – Pergunta.
– Você toca bateria a maior parte do tempo? – Retruca a garota de olhos verdes e cabelo cacheado.
– Mereci essa. – Começa a rir. – Mas é o meu trabalho.
– Nesse momento, estudar é o meu trabalho.
– Isso é bom, você vai fazer faculdade de Direito mesmo?
– Sim.
– Estudiosa você.
– Obrigada, é verdade. – Corou. Tinha um clima sim! O Gust mal comeu comida. Ficou encarando a garota, que se chamava Samantha Rocksy. Ela fingia não perceber os olhares do nosso ursinho, mas era inevitável não perceber. – Gustav eu tenho que ir pra casa.
– Estudar?
– Sim. – Se levantou. – Nos vemos depois?
– Posso ir com você? Digo... Para estudar. – Se levantou também. – Juro que Não incomodo.
– Tudo bem. – sorriu. – Vamos?
– Sim,claro.
A garota era pior que o Tom! Corria entre os carros em alta velocidade. Não que seu new beatle preto fosse muito intimidador, mas quase Fez Gusav ter um ataque do coração.
– Calma Gust! Já vamos chegar.
– Sam, você realmente precisa ir nessa velocidade?
– Quer que eu diminua? – Perguntou triste. Gustav assentiu. – Certo. – O velocímetro passou de 125 km/h para 70 km/h.
– Nossa, me sinto vivo.
– Eu me sinto uma lesma. – Reclamou.- Mas tanto faz, minha casa é aquela lá. – Apontou.
Era um prédio de dez andares, branco e verde com uma cobertura. Sam morava na cobertura. O apartamento por dentro era lindo, em plena Alemanha, a garota deu um toque americano em toda a casa.
– Sua casa é... Linda.
– Com isso não posso discordar. Eu mesma decorei;.
– Tudo?
– Até o mínimo detalhe. – Começa a rir. – Let’s Go boy. Vamos estudar. – Samantha tinha sua própria biblioteca. Era grande, havia doze estantes lotadas de livros perfeitamente alinhados e em bom estado. Também havia um frigobar... Espera. Frigobar?
– Por que tem isso na sua biblioteca? – Pergunta Gust apontando para o eletrodoméstico.
– As vezes, estou estudando e não quero ir até a cozinha. Mas ai só tem besteira. Abra, creio que vá gostar. – Ele nem ia abrir, só que a curiosidade é muita. Eu também queria saber o que tinha lá. E sério, parecia a porta da perdição. Tinha latas de refri, água, e mais doces.
– Meine Gott. – somos dois Gust!
– Se quiser pegar alguma coisa... Pode pegar. Eu sei que você gosta de chocolate.
– Eu poderia negar, mas não tem como. – Pegou uma das barrinhas. – Obrigado. Mas, você me acha gordo?
– Não. Eu te acho fofo. Não sei porque as pessoa pegam no seu pé, você mal tem barriga.
– Então o que eu tenho não é gordura. É excesso de fofura? - De gostosura também Gust!
– Exatamente.
– Só você mesmo.
Estudaram. Estudaram três horas! Bill ligou para o Gustav pedindo ajuda e o mesmo tinha que ajudá-lo.
– Já vou Sam.
– Ah, estava tão engraçado estudar com você.
– Concordo. Mas o Bill vai sair com uma garota que ele gosta e precisa de uma ajuda de como se vestir. Esse papel é do Tom, só que ele saiu e deixou o Bill sozinho.
– Você sabe de moda?
– Não. O Bill sabe muito sobre isso, ele só precisa da minha presença.
– Posso ir? Eu entendo de moda.
– Você tem que estudar.
– Tenho mesmo, mas igual eu vou! – Pegou a bolsa da escrivaninha.
– Posso dirigir? – Gust se precipita, não quer morrer.
– Pode.
Samantha que quase morreu. Gustav respeitava todas as leis de transito. Isso quer dizer que ele não passou dos 75km/h. Foram nesse ritmo até a casa do Bill que estava tendo uma crise fashion. O garoto dizia que não sabia nem que cueca usar! Gustav apresentou Samantha e Bill logo simpatizou com ela.
– Fala dessa Chris, assim eu posso tentar entender como ela se veste. – Pediu Sam se sentando.
Sabe o Tom? É o Judas. Ele não é tão Judas assim. Tom na verdade tinha ido até a casa da Chris. Só pra ser metido mesmo. Tocou a campainha e esperou. Tinha um só carro da imprensa ali, ele não ligou.
– Eu atendo. – Juh correu atpe a porta e, mesmo sendo mais pelo Team Bill. Ficou pasma em ver Tom. – Oi. Entra.
– Valeu. – O cara de roupas largas, tranças perfeitas e uma cara muito suspeita, se sentou no sofá como se a casa fosse dele. – Tudo bem?
– Sim, e você?
– Fugindo e espionando.
– Isso é bom ou ruim?
– Acho que é bom. – Tom avaliava a garota. Não parecia nem um pouco com Chris, e não parecia ter quinze anos. – Cadê a minha cunhada?
– Lá no quarto. Estamos discutindo sobre o cabelo dela.
– Humn... E a roupa? Qual vai ser?
– Não vou dizer.
– Ah, eu guardo segredo. Me conta!
– Nem adianta pedir. – Cruzou os braços e se sentou mais longe de Tom.
– Posso arrancar isso de você. – Ameaçou. Era golpe baixo, seduzir uma adolescente em troca de informações era o fim!
– Desculpa Tom. Sou imune a isso que você vê como poder. Então para de mexer nesse piercing, porque vai doer quando eu for arrancá-lo.
– Caramba, você é do mau, garota!
– Você é que não sabe conseguir as coisas. Acha que eu sou burra?
– Ficou brava pelo que eu fiz?
– Não. Precisa de mais alguma coisa?
– Realmente preciso saber como a Chris vai estar. O Bill é muito exagerado. Deixou quatorze ligações no meu celular e está me caçando. Já viu as roupas que ele usa? Então... Se eu souber como a Chris vai, posso dar a ele dicas de como ficar bem.
– Sei... Posso até te dizer. Mas se contar ao seu irmão... – Fechou o punho.
– Não que eu tenha medo de você mas... Prometo que não vou falar nada! - Deu de ombros. Juliane contou todo o vestuário, até os acessórios que a irmã usaria. Tom se despediu da garota e foi para casa.
Gustav não entendia nada que Bill e Sam falavam. Os dois iam de um lado para ooutro dentro do quarto com diferentes tipos de roupas. Tom chegou todo afobado no quarto do irmão. Sentou-se no chão antes de dar sinal de que estava com informações.
– Thomas Helmut Kaulitz! Onde estava? – Gritou Bill com a mão na cintura.
– Pu*a que pariu Bill. Que nome é esse? – Já percebeu que o núcleo dessa fanfic tem uma mania de estender os nomes?
– Não muda de assunto. Como pode me deixar sozinho nessas horas? I need you. – Ai, isso foi gay!
– Eu sei, tudo mundo precisa de mim. Mas seu mal agradecido, eu fui falar com as meninas e ver como a Chris vai se vestir. Pra você não parecer mais moça que ela. – Explicou. Bill bufou. – Quem é essa ai? Nem está namorando e já tem amante. Nossa. – Apontou para Sam.
– Não, essa é a Samantha. A namorada do Gust.
– Que bom! Até que enfim alguém pra aguentar aquele gordo comedor de chocolate. – Festejou Tom.
– Primeiro. – Interrompeu Sam. – Eu não sou namorada do Gustav. Segundo, ele não é gordo. Terceiro, ele está ali. – Apontou para Gustav que estava deitado na cama do Bill, mexendo no notebook. – Dobre a língua garoto. – Ela deixou Tom assustado.
– O Gus sabe que eu estou brincando. Né Gus?
– Cala a Boca, Tom. – Xingou. – E valeu por me defender, Sam.
– Claro Gust. Ninguém tem o direito de te chamar de gordo. Muito menos um varapau com tranças e um piercing ridículo.
– Oh mano, não precisa esculachar. – Tom se levantou e sentou na cama. – Hoje as garotas tiraram o dia.
– Era pra vocês me ajudarem! – Bill tentou parar a discussão.
– Enquanto vocês são magros, a Sam acha minha gordura, excesso de fofura.
– Se merecem... – Tom não ia parar.
– Vamos parar com esse assunto e ajudar o Bill. – Intercedeu Sam. – Que roupa a menina vai usar, Tom?
– Não posso dizer.
– Se é surpresa pra mim, fala no ouvido dela. – Tom se aproximou de Sam e a puxou para longe de Bill que tampou os ouvidos como uma criança obediente.
– Bill, nada de botas com salto. – Disse Sam voltando para perto dele.
Todos permaneceram no quarto de Bill enquanto o mesmo trocava de roupa repetidas vezes. Gustav saiu para limpar as mãos e Tom aproveitou para mexer no notebook e pentelhar mais um pouco Sam. Já tinha perdido a conta de quantas vezes ele perguntou a ela se a mesma gostava do Gus. Nenhuma das vezes ela respondeu.
– Sabe... Está faltando o Gezão aqui. Vou chamar ele. – Tirou o celular do bolso e ligou para Georg.
O grupinho estava formado. Georg encheu o saco de Sam junto com Tom. Gustav ficou reclamando e Bill ainda tentava se arrumar. Quando finalmente conseguiu algo agradável, foi para o banheiro mexer em suas coisas preferidas.
– O que ele vai fazer? – Pergunta Sam.
– Maquiagem. – Responderam Todos.
Samantha correu até o banheiro e afastou os produtos do Bill.
– Cara, você não vai se maquiar.
– Como não? Obvio que vou.
– Não vai.
– Vou.
– Não vai. – Falou mais alto. – Por favor, não me desafie. Eu disse que não e é não.
– Olha Samantha. Depois de onze anos tendo essa mesma discussão com o Bill, eu desisti. Ele vai com maquiagem, estamos falando de Bill “não vivo sem maquiagem” Kaulitz.
– Tom está certo. – Bill sorriu. – E eu vou usar.
– Fode-se não vai usar. – Sam derrubou tudo que tinha no estojo de maquiagem dentro do vaso sanitário e puxou descarga. Nem tudo desceu, mas não dava mais pra usar, certamente.
– Meine Gott. – Ge falou e se afastou de Bill esperando que ele tivesse um ataque.
– Fu-deu. – Tom se levantou e foi até Bill. – Calma mano, ela não fez por mal. É que hoje todas as mulheres resolveram estar de TPM. A Juh quase arrancou meu piercing.
– Não foi sem querer o que eu fiz, e eu não estou de TPM. – isso Sam, piora as coisas. Bill não falava nada, só ficava imóvel.
– Sam, fica perto de mim. – Gustav a puxou pelo braço. – Não deveria ter feito isso. O Bill vai pirar.
– Acho que ele morreu. – Tom sacode Bill.
– Não vou mais nesse encontro. – Finalmente ele falou. Suspirou parecendo decepcionado.
– Como assim não vai? – Tom levou um susto.
– Ai, agora já chega! – Sam se desvencilhou de Gustav. – Todo mundo fora desse quarto! – Georg foi o primeiro a sair, depois Tom. – Você também Gus.
– O Bill pode te atacar.
– Vou ter que repetir? – olhou com um ar superior. Essa mina me mete medo. Gustav saiu sem falar nada. – Escuta aqui Bill, quando eu digo uma coisa, automaticamente as pessoas obedecem. Você discutiu comigo por causa de maquiagens! Chris quer sair com você, não com as maquiagens. Vai dizer que se acha feio?
– Sinceramente? – isso foi um tipo de sim.
– Olha, eu realmente quero bater em você. Então, para evitar que você jante em um hospital, nada de maquiagem. E se ousar discutir comigo por algo que já declarei encerrado, você morre.
– Não vai dar certo.
– Espera. – pegou um lápis de olho do chão e quebrou drasticamente a ponta. Tampou e entregou para Bill.
– Como vou usar isso?
– Não vai usar. É para te ajudar psicologicamente – sorriu. – Agora vamos.
– Tem certeza? – Sam levantou a sobrancelha ao perceber que Bill a contestou de novo. Bill também percebeu e corrigiu o erro. – Vou me arrumar.

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