quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Tom Eterno Conquistador - Capitulo Três


Bom, eu passei por essa rua ontem. Ainda sabia a casa, só que não chegava nunca! Meu olhar varreu de uma ponta a outra quando avistei a casa azul e branca, sorri vitorioso.
– Pode parar amigo, é aqui. - Disse abrindo a carteira para pegar o dinheiro do taxista. Eu odeio chegar sem avisar na casa dos outros, mas nesse caso era especial. Eu ainda não sabia o porquê de tudo isso, mas ela foi uma das únicas que me rejeitou, e olha que ela gosta de Tokio Hotel, isso eu percebi. Por incrível que pareça, ela não era “mais uma” na minha mente.
Ai é melhor eu pensar em outra coisa!
Andei até a porta da casa de Mélani, bati duas vezes e esperei. -
– Só um minuto, já vou abrir. - Disse ela do lado de dentro. Quando finalmente abriu a porta, levou um susto. Engoliu o seco e me encarou. - O que você faz aqui? - Perguntou, tentando voltar ao normal.
– Eu vim te visitar. Não tinha nada para fazer, ou melhor, não conseguia fazer nada. - Ela mexeu as sobrancelhas como se pensasse “aham sei”.
– Tudo bem, você vai entrar?- perguntou. - Eu estou cuidando do meu cachorro agora, não posso cuidar de outro animal. – Solta o cavalinho.
– Está bem, eu cuido de mim sozinho. - Disse entrando. - Com licença.
Quando olhei o interior da casa, me lembrei de ontem. Foi tudo tão rápido que nem parecia que eu já estivesse passado por aqui. Mélani me observava parada, acho que ela não estava muito a vontade comigo ali.
– Olha, nem todo mundo tem casas grandes e luxuosas como a sua Tom Kaulitz.
– Eu sei, mas eu gosto da sua casa. - Disse.
– Aham sei, você gosta.
– Estou falando sério! - Me sentei. - Gosto dela, é menor que a minha obviamente, mas ainda sim, é bonita.
– Olha tudo bem, veio aqui para dizer o quanto sua casa é melhor que a minha? Isso eu já sei. - Disse ela com cara de brava. Levantei-me do sofá e me aproximei, bem perto.
– Dá para você, parar de reclamar só um minuto?
– Dá para você sair de perto de mim, caso contrario vou te bater bem mais forte que antes.- Ameaçou.
Afastei-me com as mãos para cima. Era só um deboche, eu não ia deixar ela se livrar de mim.
– Você não ia cuidar do seu cão?- Perguntei.
– Estou indo fazer isso. - Disse Mélani enquanto passava por mim e ia para os fundos da casa. Eu fui atrás dela, para ver o cachorro. Era um pastor alemão, duas vezes maior que ela. Nem sei como tinha um bicho daqueles em casa.
– Você quer ajuda?- Disse chegando mais perto.
– Não! Fica onde você estava eu me viro.
Eu parei, e dei alguns passos para trás. Mélani ia dar banho no cachorro, consequentemente ela ia ficar totalmente molhada. Lamentável. Quando ligou a mangueira e começou a enxaguar o (forcei para ler o nome que estava na coleira caída no chão) 'Luke', o cachorro saiu correndo e empurrou Mélani para o chão. Ela caiu de costas.
– Você está bem? Machucou-se?- Perguntei.
– Eu estou bem, eu só cai.
– É mais você machucou o seu braço. - Apontei para o arranhão coberto por sabão e sangue. - Vem, vamos entrar, eu te levo. - Ela tentou impedir mais eu ainda era mais forte. A puxei pela cintura até o sofá da sala.
– Onde tem curativos?- Olhei em volta.
– No armário da pia do banheiro. Cara, isso é humilhante, nossa!- Ela apontou para a porta do banheiro.
– Está bem, só um pouquinho.- Entrei no banheiro e peguei a caixinha de primeiros socorros. Eu normalmente não usava a que tinha em casa, até por que era o Bill o médico da casa. Quando eu me machucava nem percebia, mas ele percebia. - É melhor você tomar um banho quente, e depois botar um blusão. Ou vai ficar doente.
– Kaulitz, você é a minha mãe? Por que está parecendo!- Ela me deu um tapa no braço.
– Ah que merda Mélani! Eu só estou falando para o seu bem! Deixa de ser grossa e para de me cortar! - Gritei com ela me levantando do sofá. Por alguns segundos eu vi que ela se encolheu com as palavras. E eu fiquei com medo, dela me odiar mais ainda. Sentei-me de novo, deixei meu rosto cair sobre minhas mãos. - Desculpa, eu não deveria falar assim com você... Desculpa. - Eu disse.
– Tudo bem, eu não deveria te provocar tanto... Eu acho. - Ela passou a mão sobre minhas costas. Eu senti um arrepio. Levantei minha cabeça para olha lá, ela estava absorta em pensamentos. Aproveitei o momento para me aproximar mais. Passei a mão pelo seu pescoço, ainda olhando em seus olhos, chegando meus lábios cada vez mais perto dos dela. Eu poderia beija- lá, mas ela botou a mão no meu peito me impedindo de chegar mais perto.
– Tom Kaulitz, eu não vou ficar com você. Eu já te disse.
– Dá para você me chamar só de Tom?
– Eu tento.
Ela sabia que eu estava fugindo do assunto, porque eu não ia desistir tão fácil. Não ia perder ela, sem ao menos ter conquistado. Depois de eu encher o saco, Mélani foi para o banho. Ela me disse que ia demorar, mas eu não pensei que demoraria tanto!
– Tom! Alcança-me a toalha que está na porta do meu quarto? Por Favor?
– Sim, claro. - Levantei-me e fui pegar a toalha. Depois que ela estava em minhas mãos, parei do lado de fora do banheiro. Sem reação. Saindo do meu estágio trouxa, eu bati na porta. - Sua toalha. - Eu disse parado... Com cara de idiota.
– Entra aqui e me dá né!
– Tem certeza?- Perguntei, por que se fosse arreganho e eu entrasse, ela me mataria.
– Tom, entra logo e me da a toalha faz favor? Abri a porta de olhos fechados. Eu não me arriscaria...
– Obrigada.
Sai do banheiro e me deitei no sofá. Demorou uns dez minutos até que Mélani aparecesse. Vestindo um short curto e um blusão realmente maior que ela.
– Feliz mamãe? Eu estou de blusão como a senhora mandou. - Disse ela sorrindo.
– Ah sim, agora está vestida corretamente. Embora esse short esteja muito pequeno.
– Ah Vá!
Eu ri. Ela se sentou ao meu lado no sofá, com a toalha enrolada na cabeça. Ficamos um bom tempo, vendo televisão. Eu nunca tinha realmente parado para ver outros programas que não fossem: Jogos, noticias e TvPlayBoy. Mas assistir com ela era mais legal. Depois de algumas horas, Mélani dormiu. Eu tinha que ir embora daqui a pouco, pois já passavam das 17:40. Deixei-a dormindo no sofá, peguei um cobertor e a tapei. Eu ainda não tinha entrado no quarto de Mélani, então por pura curiosidade... Entrei. As paredes eram lilás, o chão era coberto por um tapete que tinha detalhes de fuxico se não me engano. Na escrivaninha havia papéis, revistas, e uma agenda. Quando a peguei, percebi que era um diário. Eu nunca entendi essa coisa de diário. Sempre achei que era coisa de gente sem amigos. Por isso Bill tinha um, mesmo tendo a mim para contar. Eu já sabia que não poderia ler, mas... Eu não resisti e abri no dia em que eu a conheci, e lá estava escrito assim:
“ Hoje eu trabalhei muito. O Jack não parava de reclamar, e eu estava louca para mandá-lo calar a boca! A noite enquanto andava na rua, encontrei Tom Kaulitz *--* Sim o Tom Kaulitz da Tokio Hotel. Eu não o trataria como ídolo já que ele veio a mim por que queria algo sabe, por uma noite. Eu me senti muito mau, mas nem por isso deixaria ele perceber. Eu bati nele. Sim, bati. Doeu até em mim pra falar a verdade, mas eu não poderia demonstrar fraqueza. Eu não sei por que, ele é assim. Por que ele menospreza tanto as pessoas? Isso é tão idiota!”
Fechei a agenda, e fiquei pasmo. Ela era muito boa atriz, até por que eu não pensei que ela ia com a minha cara. Mas pelo o que consta no diário, ela gosta de mim sim! Sai do quarto e fui até o sofá, não ia acorda- lá. Mais ela parecia tão vulnerável enquanto dormia, nem parecia àquela menina ameaçadora. Isso me encantava. Cheguei perto de seu rosto, e encostei meus lábios nos dela, suave. Como um beijo de despedida. Seu corpo se exaltou, e ela acordou. Momentaneamente eu caí para trás, com o susto.
– Você pensa que está fazendo o que!?!- Disse ela limpando a boca.
– Desculpa, eu não consegui.. Resistir.
– Ah que nojo garoto! Eu deveria te matar, na verdade é o que eu quero fazer! Eu quero que você morra Tom. - Mélani começou a dar tapas em mim, e eu não tinha nem o que fazer. Não ia machuca- lá.
– Mélani para! - Segurei seus braços. Ela forçou um pouco, mais desistiu. Começou a chorar. - Você está chorando!?! - Disse incrédulo. - Está realmente chorando?
– Não seu idiota! Eu to rindo! To muito feliz.
– Calma, não precisa me xingar. - Eu soltei os braços dela, e a abracei. Mélani mantinha o seu corpo imóvel, lágrimas ainda escorriam por seu rosto. - Deixa de ser tão bruta garota. Deixa de ser tão orgulhosa. - Ela não falou nada, eu passei a mão por seu rosto cheguei perto de seus lábios e sem dar chance de fuga. A beijei. Mélani não me empurrou e nem me bateu. Apenas ficou parada. Seu corpo tremia, e as lágrimas ainda escorriam pelo rosto. Quando parei o beijo ela baixou a cabeça, não me olhou, não fez nada.
– Você está bem? - perguntei.
– Tom, sai daqui. Por Favor... Saí daqui. E não volta, ok?
Eu não entendi o porquê de todo aquele drama. Ela me queria, mas isso parecia tão difícil dela admitir.
–Mas Mélani.. Você..
– Saí Tom!- Disse me interrompendo. - Eu te imploro, sai daqui!
Eu só me afastei e sai. Enquanto estava dentro do táxi pensava... “O que eu Fiz de Errado?”

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