quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tom Eterno Conquistador - Capitulo Oito


– Tom...- Eu vi que ela tentava falar calmamente. Seu punho estava fechado e ela fazia força. Não achava que ela poderia me odiar tanto. - Você tem dois minutos para me convencer de que eu não preciso chamar a policia, e muito mais... Não te bater!
02:00
Suspirei. Era melhor eu começar, mas o final eu já sabia. Um monte de insultos e ela me bate.
– O Bill veio do Canadá até aqui só para me ajudar com você. Porque..- Fui interrompido.
– Não quero saber do Bill.
– Tah, tah. Quer saber o que então?
Ela cruzou os braços, com o punho ainda cerrado.
– O porquê de tudo isso. Já disse que não vai ganhar nada. Seu orgulho ainda te faz persistir? – Eu vi que ela não era tão forte assim. O semblante de seu rosto ressaltava a vontade de chorar, tanto quanto a minha vontade ( Coisa de gay), distúrbios emocionais.
– Mélani, para mim você é diferente. Tipo, eu sei que você gosta da banda e de mim. Mas diferente das outras garotas, você não correu atrás e não tirou fotos ou deu entrevistas falando que eu estava correndo atrás de você. Não fez nada sabe, e parece que foi isso que me fez gostar mais ainda de você. – Suspirei. Já que ela não falou nada, eu continuei. – Amanha é meu ultimo dia aqui. E se eu não fizesse nada, me sentiria um idiota, ignorante e muitas outras coisas que o Bill falou hoje cedo. Você é a única garota que me fez chorar, LI-TE-RAL-MEN-TE ,- Separei as silabas para dar ênfase. – Eu estou com vergonha de mim mesmo. Eu já não sei mais o que fazer, e desculpa por entrar na sua casa. Mas eu já estava desesperado, tão desesperado a ponto de usar isso! – Apontei para as roupas. – Você ainda tem alguma duvida, de que não te quero por uma única noite?
Mélani pareceu impaciente quando voltou a falar.
– Você passou dos dois minutos. – Ela abriu a bolsa. – Vou ligar para policia.
Eu segurei seu braço e cheguei bem perto dela de forma que não a deixasse pegar o celular. Do seu rosto uma lágrima escorria, e isso me fez recuar.
– Você Não vai ligar para a policia, não é? – Se ela ligasse, eu ia embora. Desistia e voltava hoje mesmo para a Alemanha. Não ia aguentar tamanha frieza dessa menina.
– Eu te Odeio Tom. – Sua voz soou tão fria, que congelou meu coração. Eu engoli o seco, e passei por ela. Abri a porta sem a olhar de novo.
– Que pena Mélani, eu não posso dizer o mesmo.
Essa loucurinha toda tinha me saído caro de todos os lados.
Acabei com as férias do pessoal, com minha taxa de gastos, com a minha cabeça..!
– Espera! – Ela segurou meu ombro.
– O que é Mélani? Quer avacalhar mais comigo? – Aquela sensação estranha estava voltando. Chorar!? Bem capaz! - Vamos, pode fazer isso afinal, o Tom é idiota sem sentimentos. Posso aguentar. - Mentira, eu não podia;
– Cala a boca Tom! – Ela me puxou para mais perto. Eu me afastei um pouco, não queria mais um chute de despedida. – Ninguém te falou, que o ódio também é um tipo diferenciado de amor? – Ela literalmente me surpreendeu ao me beijar.
Eu já não estava entendendo mais nada, mas nem por isso eu deixaria de beija - lá.
Mélani se afastou.
– O que foi isso? – Perguntei.
– Sei lá. Foi um teste. – Ela riu. – Tom, você foi o único cara pelo qual me apaixonei. Não queria ser mais uma. Então fiz exatamente o contrario do que eu normalmente faria. Depois de tudo que aconteceu, eu queria saber se existia verdade, nas coisas que você disse.
Sim, eu estava bravo, mas no momento nem isso me impediu de sorrir.
– Precisava me tratar tão mal? – Perguntei enquanto passava minhas mãos por sua cintura.
– Sim. Precisava. – Ela baixou a cabeça. – Mesmo sem querer, você já me fez sofrer muito, então de alguma forma eu ia ter que devolver. Desculpa. – Ela jogou seus braços sobre meus ombros e me beijou.
Aquilo era perfeito demais.
– Tom, - Disse Mélani se afastando. – Chame Bill e os meninos. Eles vão acabar se matando se não tiver noticias suas.
– Verdade. – Peguei meu celular no bolso da calça. Disquei o numero de Bill e ele não atendeu. Mas a campainha tocou.
– Eu abro. – Disse.
Quando abro a porta, me deparo com Bill, Gustav e Georg que nem uns idiotas.
– Se você me ligou é porque está tudo bem Né? – Perguntou Bill entrando dentro de casa. – Oi, posso me declarar seu cunhado ou não resultou em nada?- ele deu um beijo em Mélani e ficou esperando pela resposta.
– Olha. Talvez cunhado não. Mais eu to de rolo com o seu irmão. – Ela parecia tão diferente quando era legal. Eu nunca tinha visto esse lado dela.
– Ah que bom! Gente, vamos almoçar fora?? Eu e os meninos ainda não comemos. – Bill parecia até mais feliz que eu.
– Tudo bem. Só vou pegar um casaco. – Mélani foi até o quarto e voltou correndo. – Vamos?
O restaurante era muito bom, cheio de pessoas. Mais era calmo, parecia algo mais social assim.. sacou?
Estava tudo bem, até um grupinho de cinco meninas adentrarem o estabelecimento gritando (que não seja para nós, que não seja para nós). Merda! Eram fãs. Mélani se afastou de mim quando viu o olhar das meninas para ela.
– Tom Kaulitz tem uma namorada? Oh Meine Gott!Sophie me passa a câmera. – A menina foi muito rápida. Ela só tirou a foto e saiu com as amigas.
– Droga! – Estavamos todos em silencio, só Mélani que falou.
– O que está reclamando querida? – Perguntou Bill gentilmente.
– Essa foto com certeza vai para algum site ou blog dessas meninas. Eu não quero fotos minhas por ai.
Georg riu.
– Laura reclamava disso. Mais teve de se acostumar. – Georg deu um tapinha no braço dela. – Imagina quando for viajar com agente, vai ter cinco mil vezes mais meninas.
– Viajar? – Mélani pareceu surpresa. – Viajar pra onde?
Todos pareceram se espantar com a pergunta. Na verdade, até eu me espantei. E Bill percebeu.
– Ge, Gust. Acho que Tom e Mel precisam conversar não é mesmo? – Ele se levantou e logo os outros dois também .
Quando a mesa ficou mais espaçosa e só havia eu e Mélani ali, eu me sentia bem mais inseguro. Droga.
– Mélani, você é minha namorada? É minha namorada não é? – Fiquei com medo da resposta.
– Sim, Tom. Eu sou. – Ela sorriu, e isso me deixou bem mais aliviado. – Mas eu não vou sair daqui. Não vou largar minha mãe, minha casa e os meus estudos. Eu te amo, mais minha vida é algo que não vou abrir mão.
Meu coração congelou de novo.
(Mélani)
– Sim, Tom. Eu sou. – Sorri para ele, tentando não assustá-lo – Mais eu não vou sair daqui. Não vou largar minha mãe, minha casa e os meus estudos. Eu te amo, mais minha vida é algo que não vou abrir mão. – Meu peito doeu um pouco ao dizer isso a ele.
– Mas Mélani... pensei que você me amasse, sei lá.
– Ai Tom eu te amo! Mais você tem sua vida e eu tenho a minha. Não posso te atrapalhar. – Ai essas palavras foram tão duras. Me sentia como se tivesse ganhado o melhor presente do mundo e ao mesmo tempo ter de devolve-lo.
– Eu fico aqui. Com você. Sei lá eu peço mais um tempo de férias para o David ou o Bill. Eu não sei! Mais não pode dizer que não vai ficar comigo!
Suspirei fundo suficiente para não chorar. Isso seria a prova de que eu queria que ele ficasse.
“Não Mélani! Você sabe que não pode telo!”
Era minha sanidade falando.
– Tom, só ouça. Não fala nada. Só eu falo dessa vez. – Ele assentiu então eu continuei. – Você não vai ficar aqui, porque se ficar eu te faço voltar. Não te quero como namorado. Não dá. Não vou fazer você assumir um compromisso comigo Tom. Porque você não pode. Você tem uma banda e suas coisas, eu posso ser boa para você agora, mais um dia não vou ser mais. E ai você vai se arrepender de ter largado as coisas por mim, e eu não quero isso. Eu sou só uma garota, Bill precisa de você sempre ao lado dele. Não pode deixa-lo, nunca Tom! – Eu simplesmente cuspi as palavras. E quando terminei de falar, senti que uma lágrima caia de meu rosto. Isso era algo que eu não queria!
– Te entendo. Você está certa. – Tom falou, tentando ser convincente, mais estava arrasado e era culpa minha!
Arght!
– Vou embora Tom. – Beijei ele no rosto e sai correndo.
Era melhor que ele me esquecesse.
(Tom)
Quando a vi indo embora, meu primeiro impulso foi ir atrás. Mas depois percebi que não tinha o que fazer. Tudo o que ela disse era legitima verdade.
Bill se sentou ao meu lado.
– Eu ouvi metade da conversa. E ela estava certa, e isso é bem doloroso.
– Sim, é muito. – Afirmei triste...
– Vamos para o hotel Tom, é melhor descansar.
Talvez eu fosse sempre um mulherengo, e meu negócio é conquistar. Já que a única garota que eu amei, literalmente fugiu de mim, é melhor ir embora.
Mesmo assim, ainda resta um dia.

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